Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Bancos limpam dívidas da AEP e tornam-se donos da Exponor

Bancos passam créditos para um fundo imobiliário. Associação Empresarial de Portugal (AEP) adere ao PER para concluir operação de salvação.

Rui Neves ruineves@negocios.pt 28 de Março de 2013 às 00:01
  • Assine já 1€/1 mês
  • 4
  • ...

Vão-se os anéis, ficam os dedos. O provérbio aplica-se na perfeição à situação da Associação Empresarial de Portugal (AEP), uma instituição com a proveta idade de 164 anos. Depois de ter estado à beira da falência por causa da sua actividade como promotora imobiliária (deixou o falido Europarque nas mãos do Estado), está a libertar-se do peso dos activos corpóreos, cujos custos financeiros funcionavam como grilhetas, para focalizar-se na sua missão fundacional: Câmara de Comércio e Indústria para a Região Norte, apoiando e promovendo as empresas portuguesas.

A AEP anunciou, esta quarta-feira, ter chegado a acordo com os seus nove bancos credores, que representam 78% dos créditos da associação, com a entrega da sua Exponor a um fundo imobiliário em troca do grosso da dívida, que ultrapassa os 90 milhões de euros. Com esta operação, a instituição liderada por José António Barros limpa todo o passivo bancário, ficando ainda com margem financeira para pagar os salários de Fevereiro e Março aos seus mais de 200 trabalhadores, assim como a fornecedores e outros credores.

O acordo extrajudicial celebrado com a banca credora, na semana passada, foi precedido da constituição do fundo imobiliário Nexponor, a ser gerido pela gestora FundBox e que passará a deter os terrenos e instalações do Parque de Feiras e Exposições da Exponor, em Matosinhos. O período de subscrição pública de acções arrancou no passado dia 20 e dura 30 dias. Uma operação que visa aumentar o capital social da sociedade dos 375 mil euros iniciais (integralmente subscrito pela AEP) para 66 milhões de euros, com sucesso já garantido através da participação dos bancos credores.

A sociedade avançará então para o Alternext Lisbon, o segundo mercado de capitais nacional que está vocacionado para PME. O acordo com os credores prevê ainda uma nova facilidade de crédito a 10 anos no valor de 6,5 milhões de euros, a ser pago "no final deste período, ou antes, através da venda de activos imobiliários". Para garantia desta operação, a AEP deu entrada em tribunal com uma proposta de Processo Especial de Revitalização (PER).

Ver comentários
Saber mais Associação Empresarial de Portugal (AEP) Exponor bancos dívidas
Mais lidas
Outras Notícias