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Dependência da banca portuguesa ao BCE recua para mínimos de Julho de 2011

Março foi o sexto mês consecutivo de redução da exposição da banca portuguesa ao Banco Central Europeu. No mês passado, a quebra foi de 3,6%. Bancos nacionais têm uma exposição de 45.047 milhões de euros a Frankfurt.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 08 de Abril de 2014 às 12:29
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Os bancos portugueses continuam a reduzir a sua dependência face ao Banco Central Europeu (BCE). Em Março, voltaram a cortar no financiamento cedido pela autoridade monetária. Pelo sexto mês seguido.

 

A exposição a Frankfurt por parte da banca nacional atingiu os 45.047 milhões de euros no final de Março, um deslize de 3,6% em relação aos 46.747 milhões alcançados um mês antes, segundo os dados publicados esta terça-feira, 8 de Abril, pelo Banco de Portugal.

 

É necessário recuar até Julho de 2011 para se encontrar um nível de financiamento tão reduzido.

 

O financiamento cedido pela autoridade liderada por Mario Draghi (na foto) é uma das formas que os bancos têm para se financiarem (para além dos depósitos, do recurso directo aos mercados ou do financiamento cedido por outros bancos). Aliás, o recurso ao BCE foi a forma de financiamento que ganhou preponderância numa altura em que era impossível aos bancos pedirem dinheiro emprestado aos mercados ou a outras instituições financeiras.

 

Em Maio de 2010, altura em que a Grécia solicitou a ajuda externa, a exposição ao BCE disparou. No início desse ano, Frankfurt cedia um financiamento na ordem dos 15.000 milhões de euros. No final de 2010, o valor já superava os 40.000 milhões. O mercado interbancário estava completamente estrangulado e era o grande responsável por essa realidade.

 

A meio de 2012, o pico foi atingido: a banca tinha, em carteira, uma exposição superior a 60.000 milhões de euros junto do BCE. Entre subidas e descidas, o financiamento tem vindo a deslizar desde aí, algo que se tem intensificado nos últimos meses - à medida que se aproxima o programa de assistência económica e financeira. Desde Setembro do ano passado, que o corte do financiamento cedido por Frankfurt ganhou expressão, já que tem recuado todos os meses. O que voltou a acontecer no mês de Março.

 

Neste momento, os bancos portugueses já têm conseguido aceder aos mercados, recuperando financiamento directamente dos investidores. Daí que tenham vindo a atingir níveis alcançados apenas em Julho de 2011.

 

A redução da dependência em relação à autoridade monetária é uma das metas definidas pelo programa de assistência económica e financeira a Portugal da troika (Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e BCE). 

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