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Bancos portugueses apertam ainda mais o crédito às famílias e empresas (act)

Nos últimos meses do ano vai ser ainda mais difícil para as famílias e empresas obter empréstimos junto das instituições bancárias. Os bancos antecipam uma subida de "Spreads" e uma forte queda na procura de crédito à habitação e consumo dos particulares.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 07 de Outubro de 2011 às 12:36
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Os cinco grupos bancários portugueses, incluídos no inquérito sobre o mercado de crédito realizado pelo Banco de Portugal, antecipam a "aplicação de critérios mais exigentes na concessão de empréstimos ao sector privado não financeiro, de forma particularmente marcada no que respeita aos empréstimos a longo prazo a empresas".

No relatório hoje divulgado, o Banco de Portugal adianta que os bancos apertaram as condições de concessão de crédito no terceiro trimestre, quer às empresas, que aos particulares, sendo que esta maior restritividade foi efectuada sobretudo através do aumento dos "spreads".

As dificuldades financeiras da economia portuguesa têm levado, há vários meses, os bancos portugueses a agravar as condições dos créditos concedidos a empresas e famílias, sendo que esta tendência deverá permanecer pelo menos até final do ano.

"Para o último trimestre de 2011, a generalidade dos bancos inquiridos perspectiva a aplicação de critérios mais exigentes na concessão de empréstimos ao sector privado não financeiro, de forma particularmente marcada no que respeita aos empréstimos a longo prazo a empresas", refere o Banco de Portugal. Para os particulares, a perspectiva é a mesma, com os bancos a anteciparem critérios para exigentes.

Além da subida dos "spreads" no crédito à habitação, que estão já em muitos casos acimados 5%, os bancos têm aplicado outras restrições, como no rácio entre o valor do empréstimo e o valor da garantia, a maturidade do empréstimo e as comissões.

No crédito às empresas, onde os critérios de concessão de crédito foram agravados de forma "substancial". O inquérito do Banco de Portugal mostra que as instituições financeiras, além de estarem a cobrar um juro mais elevado, exigem também mais garantias e concedem empréstimos de prazo mais curto.

Descida considerável na procura de crédito à habitação

Como é também expectável, devido à necessidade de desalavancagem dos balanços dos bancos e da economia portuguesa, as instituições financeiras reportam uma menor procura por parte das empresas e também das famílias.

"A diminuição das necessidades de financiamento de investimento e de fusões/aquisições e reestruturação empresarial terão sido os principais factores subjacentes à redução da procura", refere o relatório, indicando que para o último trimestre se espera uma estabilidade da procura.

Já no que diz respeito ao segmento das famílias, os bancos notam uma redução "considerável" da procura de crédito à habitação e antecipam que esta tendência se vai manter no quarto trimestre.

Para os últimos três meses do ano, "a totalidade das instituições inquiridas antecipa uma diminuição considerável da procura de empréstimos para aquisição de habitação".

Consulte em baixo o relatório do Banco de Portugal:




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