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Bancos portugueses cortaram 7.000 postos de trabalho desde 2011

O número de trabalhadores bancários em Portugal reduziu-se em 1.392 entre 2014 e 2015, de acordo com dados publicados pelo Banco Central Europeu (BCE), em que dá conta ainda do fecho de 340 agências.

Bruno Simão/Negócios
Lusa 02 de Julho de 2016 às 11:48
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No final de 2015, havia em Portugal 52.496 pessoas a trabalhar em bancos. Este valor representa menos 1.392 postos de trabalho face aos 53.888 que o BCE registava em 2014.

Já se a comparação for feita com o final de 2011, os dados mais antigos divulgados por Frankfurt, o corte de postos de trabalho é ainda mais significativo e supera os 7.000.

O ano de maior corte na estrutura de recursos humanos foi o de 2012, quando saíram 2.563 trabalhadores dos bancos que operam no país.

Segundo as contas feitas pela Lusa, consultando os dados dos bancos referentes a 2015, as principais saídas de trabalhadores bancários em 2015 aconteceram na Caixa Geral de Depósitos, sobretudo ao abrigo do programa de reformas antecipadas. O banco público fechou o ano passado com 8.410 trabalhadores em Portugal, menos 448 do que em 2014.

No ‘ranking’ seguiu-se o BCP, que reduziu o quadro de pessoal em 336 pessoas para 7.459.
Também significativas foram as saídas do Novo Banco, de 277 colaboradores em base individual.

Já no BPI e no Santander Totta as reduções de pessoal foram mais modestas, de 63 e 25 trabalhadores, respectivamente.


Quanto a agências bancárias, ainda relativamente a dados divulgados pelo BCE, em 2015 havia 5.598 balcões de bancos em Portugal, menos 340 do que em 2014.


A redução de trabalhadores e de agências no sector bancário tem sido uma tendência transversal a todos os países na Europa.


O ano passado havia 2,86 milhões de empregados bancários no total dos 28 países da União Europeia, menos 24 mil do que no ano anterior. Quanto a agências, estas superavam as 188 mil, mas representavam menos 15 mil do que em 2014.

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