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Bancos portugueses vão continuar a aumentar os "spreads" no crédito

Empresas estão a ser mais penalizadas que as famílias na restritividade que os bancos estão a implementar na concessão de crédito.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 28 de Outubro de 2010 às 13:13
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Os maiores bancos portugueses tornaram-se “consideravelmente mais exigentes no terceiro trimestre de 2010” nas condições de concessão de crédito no terceiro trimestre e pretendem ser ainda mais restritivos nos últimos três meses deste ano.

As conclusões constam do inquérito realizado em Outubro de 2010, pelo Banco de Portugal, aos cinco grupos bancários portugueses. De acordo com o regulador, as exigências dos bancos estão a sofrer maiores agravamentos no crédito às empresas, sendo que “o aumento da restritividade, ainda que considerável em termos médios, foi ligeiramente menos pronunciado do que no trimestre anterior” no caso dos particulares.

"A alteração de critérios ter-se-á traduzido num aumento dos spreads aplicados, sobretudo nos empréstimos considerados de maior risco, tendo continuado a verificar-se um aumento de exigência nas outras condições contratuais", diz o Banco de Portugal.


Para este aperto nas condições de concessão de crédito, os bancos citam a “deterioração das condições de acesso ao financiamento de mercado, a posição de liquidez das instituições e, em menor grau, o custo de capital e a percepção de riscos, que se terá agravado especialmente quanto à actividade económica em geral”.

A crise de dívida pública, sentida com maior intensidade em Portugal, mantém o mercado de financiamento externo fechado para os bancos portugueses, o que resulta num agravamento dos custos de financiamento da banca.

Apesar de as condições de concessão de crédito já se terem agravado no terceiro trimestre, os bancos esperam novos apertos no actual trimestre.

“Para o último trimestre de 2010, os bancos inquiridos antecipam que os critérios de concessão de crédito ao sector privado não financeiro continuarão a tornar-se mais restritivos”, refere o relatório do Banco de Portugal.

Acrescenta que nos empréstimos a particulares, os bancos inquiridos perspectivam um “aumento ligeiro de restritividade dos critérios de aprovação de empréstimos para aquisição de habitação e uma quase estabilização no caso dos empréstimos para consumo e outros fins”.

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