Banca & Finanças Banif avança judicialmente contra a TVI

Banif avança judicialmente contra a TVI

Era uma antiga intenção de Jorge Tomé. Agora, o presidente da administração do banco "mau" do Banif, Miguel Alçada, vai mesmo para tribunal contra a estação de Queluz de Baixo, escreve o Económico.
Banif avança judicialmente contra a TVI
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 12 de maio de 2016 às 18:06

O Banif quer mesmo levar a TVI para tribunal. Foi o canal do grupo Media Capital que deu a notícia, no dia 13 de Dezembro, que o banco fundado por Horácio Roque iria fechar. Sete dias depois, a instituição financeira acabou por ser alvo de resolução.

 

A acção judicial é uma promessa desde o dia da notícia da TVI, feita pela gestão de Jorge Tomé (a que se juntaram, na altura, os sindicatos). Agora, o banco "mau" que resultou da resolução do Banif vai mesmo seguir a via dos tribunais.

 

Ao Económico, Miguel Alçada – que além de líder do Banif é também membro da administração do BES "mau" – afirmou que a "interposição desta acção judicial crime contra a TVI é crucial para a defesa dos interesses de todos aqueles que sofreram danos materiais com a resolução".

 

A confirmação de Miguel Alçada segue-se a uma notícia do mesmo jornal que dava conta da contratação do jurista José Lobo Moutinho para preparar o processo. Segundo disse Alçada ao Económico, a sua administração sempre disse que "tudo faria para fazer valer na justiça os danos irreparáveis causados ao Banif, pela forma irresponsável e deontologicamente reprovável como, sem qualquer preocupação pelo apuramento da verdade, publicaram afirmações erradas com graves consequências para a actividade do banco". 

 

Nesta altura, apesar de manter o nome Banif, esta entidade está a caminho da liquidação, estando esvaziada de activos (a grande maioria foi vendida ao Santander Totta e outra parte foi integrada na Oitante).

 

O tema do rodapé da TVI – que começou por falar no fecho do Banif e meia hora depois já mencionava a resolução – tem sido bastante comentado na comissão parlamentar de inquérito, já que na semana que se seguiu à mesma saíram 960 milhões de euros em depósitos do banco. Contudo, já antes disso havia a possibilidade de aplicar a resolução ao Banif. 

 

Notícia com várias versões

 

Nas primeiras versões do rodapé da TVI, havia indicações como "Banif: A TVI apurou que está tudo preparado para o fecho do Banco"; "A parte boa vai para a Caixa Geral de Depósitos", "Vai haver perdas para os accionistas e depositantes acima dos 100.000 e muitos despedimentos". Depois, com meia hora de diferença, houve uma correcção a partir da qual se falou na resolução e nas perdas para accionistas, protegendo os depositantes.

"O Banif não pode deixar de lamentar profundamente este tipo de jornalismo incendiário e irresponsável, desprovido de fundamento e ao nível do boato, do qual não podem deixar de ser retiradas consequências", escreveu na altura a administração do Banif em comunicado à CMVM a reagir à notícia, que foi desmentida pelo Ministério das Finanças. 

Miguel Alçada ainda não foi à comissão de inquérito ao Banif, nem mesmo Sérgio Figueiredo, cuja audição esteve marcada para esta quinta-feira, 12 de Maio, mas que teve de ser adiada por impossibilidade de aí estar presente. 

Ao contrário do Banif, que promete avançar judicialmente, o Banco de Portugal ainda estuda essa hipótese, segundo afirmou Carlos Costa no Parlamento. 




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