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Banif dispara 20% no dia em que é aprovada injecção estatal de 1,1 mil milhões

Accionistas aprovaram, na manhã desta quarta-feira, o plano de capitalização do Banif, que inclui ajuda estatal e prevê aumento de capital de privados. Em bolsa, os títulos começaram a disparar às 14 horas.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 16 de Janeiro de 2013 às 15:18
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O Banif está a ganhar mais de 20% na Bolsa de Lisboa. O banco, que iniciou a sessão a perder terreno, segue a disparar depois de ter sido aprovado, em assembleia de accionistas, o plano de capitalização que vai dar entrada ao Estado na gestão da entidade.

 

Os títulos do banco liderado por Jorge Tomé (na foto) estão a cotar nos 15 cêntimos graças à valorização de 20,97% (encerraram ontem nos 12,4 cêntimos). Foram já negociados mais de 11 milhões de títulos do Banif, sendo que, em cada uma das últimas 16 sessões, tinham trocado de mãos menos de 3 milhões de acções do banco, em média.


O comportamento do banco ao início da tarde (já que esteve em queda no início da sessão) contraria a descida que se verifica no sector português da banca, já que o BCP perde mais de 2% e o BES e BPI cedem mesmo perto de 4%. O próprio índice PSI-20, dado o reduzido peso que o Banif tem no seu desempenho, continua a recuar em torno de 0,50%.

 

A valorização expressiva do banco - que dá ao Banif um valor de mercado de 85,5 milhões de euros - acontece no dia de assembleia-geral de accionistas em que foi dado o aval à capitalização do Banif, a concretizar através de 1,1 mil milhões de euros de dinheiros públicos. Destes, 700 milhões de euros serão usados para subscrever acções – cada uma delas a um cêntimo. Os restantes 400 milhões de euros serão investidos em instrumentos de capital contingente, os denominados “CoCos”, convertíveis em acções caso não sejam cumpridas determinadas condições pelo banco. Com esta injecção, o Estado ficará na posse de uma participação de 99,2% do Banif.

 

Para que essa posição de controlo seja invertida, a assembleia-geral de accionistas também deu autorização para o que o conselho de administração aprove o aumento de capital a privados no valor de 450 milhões de euros. Este terá de ocorrer no primeiro semestre do ano (até Junho). Será com esta operação que o Estado deixará de controlar o banco cujo presidente do conselho de administração é Luís Amado. Os accionistas privados terão aí 50,59% dos direitos de voto do banco.

 

Até aqui, há a garantia de colocação de um terço do aumento de capital a privados, com os dois maiores accionistas do Banif – a “holding” que o controla (Rentipar Financeira) e a Auto-Industrial – a assegurarem 100 milhões de euros. O BES colocará outros 50 milhões de euros.

 

Conforme noticia hoje o Negócios, neste plano estão incluídas as necessidades de capital que resultarão dos prejuízos de 490 milhões de euros que terão sido registados no ano passado. A queda da margem financeira e as perdas resultantes da contabilização de imparidades para o crédito malparado e para a reavaliação em baixa de activos são os motivos para que se tenha registado este resultado líquido negativo.

 

(Notícia actualizada às 15h35 com mais informações; Notícia actualizada pela segunda vez às 15h47)

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