Banca & Finanças Banif diz à TVI que "tudo fará para fazer valer na justiça os danos irreparáveis"

Banif diz à TVI que "tudo fará para fazer valer na justiça os danos irreparáveis"

A estação de televisão de Queluz pediu desculpas ao Banif por ter dado notícias imprecisas relativas a uma intervenção sobre o banco. Contudo, o Banif, que já tinha ameaçado com a justiça, reiterou a intenção de agir judicialmente.
Banif diz à TVI que "tudo fará para fazer valer na justiça os danos irreparáveis"
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 15 de dezembro de 2015 às 19:43

As desculpas pedidas pela TVI não são suficientes para que o Banif desista de lutar na justiça pela reparação de "danos" advindos da notícia do canal que dava conta do fecho do banco.

 

Em comunicado, o conselho de administração da instituição financeira do Funchal "reitera que tudo fará para fazer valer na justiça os danos irreparáveis causados ao Banif, pela forma irresponsável e deontologicamente reprovável como, sem qualquer preocupação pelo apuramento da verdade, publicaram afirmações erradas com graves consequências para a actividade do banco".

 

No domingo, surgiram notícias em rodapé, por parte da TVI, que indicavam que estava "tudo preparado para o fecho do banco", adiantando-se que o mesmo seria dividido em duas entidades, e que a parte "boa" iria para a Caixa Geral de Depósitos.

 

"Vai haver perdas para os accionistas e depositantes acima dos 100.000 e muitos despedimentos", era outra das frases transmitidas pela TVI que, depois, ao longo da emissão, foram sendo corrigidas. Esta terça-feira, a estação de Queluz de Baixo lamentou o sucedido, falando em "imprecisões iniciais". "Por estes motivos, a TVI envia desculpas aos seus espectadores, mas também aos accionistas, trabalhadores e clientes do Banif, pela difusão de um conjunto de informações que, embora cabalmente esclarecidas  no jornal ‘25ª hora’, emitido à meia-noite, poderão ter induzido conclusões erradas e precipitadas sobre os destinos daquela instituição financeira", indicou o canal numa nota da direcção de informação. 

 

Uma posição que não serve para que o banco desista de actuar na justiça. No domingo, quando desmentiu a notícia da TVI, a entidade presidida por Jorge Tomé já havia defendido que não deixaria de "apurar em sede judicial toda a responsabilidade dos autores de tais 'notícias' e dos que contribuíram para a sua propagação, na defesa dos melhores interesses dos seus clientes, colaboradores e accionistas". 

 

A notícia acabou por criar uma pressão sobre o banco, nomeadamente aquando da abertura da negociação das acções em bolsa. Na segunda-feira, o Banif afundou 41% em Lisboa. Além disso, houve clientes em filas em agências pedindo informações sobre o que se está a passar. 

Neste momento, a entidade fundada por Horácio Roque tem à venda a posição de 60% que o Estado ainda possui. Um processo em que deverão ser entregues as ofertas de compra pela instituição financeira até ao final desta semana. Uma operação que o banco quer concluir com sucesso para que deixe de ter o Estado como accionista e não coloque em risco as regras de concorrência europeia - o que obrigaria a ser alvo de uma medida de intervenção como a resolução. A resolução é a forma de uma instituição ser "salva" minimizando o recurso a fundos de contribuintes, colocando o encargo primordialmente em accionistas e em detentores de dívida. 






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