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Banif volta a cair em bolsa depois da recuperação de 36%

As acções do banco iniciaram a sessão em baixa, a corrigir da forte valorização de ontem. O aumento de capital em curso continua a ditar a forte volatilidade dos títulos do Banif.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 18 de Julho de 2013 às 12:05
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As acções do Banif voltaram a negociar em terreno negativo esta quinta-feira depois da forte subida da sessão anterior. O banco está, contudo, a cotar ainda longe do mínimo histórico registado já esta semana.

 

O banco sob o comando de Jorge Tomé (na foto) segue a cair 3,57% para negociar nos 5,4 cêntimos por acção. A descida corresponde a uma ligeira correcção da forte valorização registada na quarta-feira, quando o Banif subiu mais de 36%.

 

O Banif regressa, assim, às descidas, terreno em que tem estado a negociar predominantemente desde que arrancou o aumento de capital. A instituição começou a vender aos balcões 10 mil milhões de acções a um cêntimo cada. Antes do arranque do aumento de capital, o Banif negociava acima de 8 cêntimos por acção, o que levou a uma convergência face ao preço de venda das novas acções. Foi esse movimento que se registou até terça-feira, sendo que, ontem, os títulos dispararam.

 

O director de negociação da GoBulling, João Queiroz, liga essa inversão de quarta-feira à “expectativa de que as subscrições possam ter já superado a oferta”. O período para comprar títulos do Banif termina na sexta-feira, 19 de Julho. O aumento de capital de 100 milhões de euros está condicionado pelo sucesso da venda de obrigações a 1 euro cada uma, no montante total de 225 milhões de euros. Estas obrigações podem ser subscritas por todos os accionistas do banco entre 24 e 26 de Julho. A 29 de Julho conhecer-se-ão os resultados dos dois períodos de subscrição.

 

Este aumento de capital, que está então condicionado pelo sucesso da venda de obrigações, tem sido o motivo para a forte volatilidade das acções. Até ontem, a movimentação era justificada pela convergência do preço das acções em bolsa com aquelas que estão a ser vendidas no retalho – embora as que estão cotadas só se tenham aproximado dos 3,5 cêntimos (o valor mais baixo de sempre do banco em bolsa) e nunca de 1 cêntimo. Quarta-feira, houve espaço para uma recuperação, o que terá permitido a vários accionistas registarem mais-valias.


Alguns especialistas que seguem o mercado accionista consideram o recente comportamento do Banif, com fortes descidas e, depois de ontem, também com subidas expressivas, como irracional, não conseguindo ver lógica na sua negociação.

 

Como está a cotar na casa dos cêntimos, as variações do Banif tendem a ser mais intensas. Por exemplo, a variação entre os 5,3 e os 5,4 cêntimos representa uma subida de quase 2%. Aliás, o banco já esteve a cair mais de 16% esta quinta-feira, o que, em termos absolutos, corresponde a 0,9 cêntimos.

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