Banca & Finanças Barclays planeia desinvestir no negócio da corretagem no mercado asiático

Barclays planeia desinvestir no negócio da corretagem no mercado asiático

O banco britânico vive 'dias de tempestade' na Ásia: tem sofrido com o abrandamento da economia da China e com o desempenho das bolsas chinesas. Pressionado a reduzir custos, poderá cortar 50% dos empregos na região.
Barclays planeia desinvestir no negócio da corretagem no mercado asiático
Reuters
Ana Serafim 07 de janeiro de 2016 às 12:05

O Barclays planeia abandonar grande parte do seu negócio de corretagem na região da Ásia/Pacífico e poderá eliminar 50% dos postos de trabalho nas unidades que detém nesta zona do globo, avança esta quinta-feira, 7 de Janeiro, a Bloomberg.

Poderá haver ainda despedimentos na equipa do banco de investimento que a entidade financeira detém na região, segundo fontes não identificadas, ouvidas pela Bloomberg. Contactado, um porta-voz do grupo declinou comentar.

A decisão do Barclays surge numa altura em que o CEO do grupo, Jes Stanley, tem sido pressionado para reduzir custos. E num momento de grande turbulência nos mercados financeiros asiáticos, devido sobretudo ao abrandamento da economia da China e ao comportamento das bolsas chinesas.

Esta quinta-feira, a negociação das acções foi suspensa apenas 30 minutos após o início da sessão, por quebras superiores a 7%, o que fez accionar o mecanismo criado para travar fortes volatilidades no mercado.

Foi a segunda vez esta semana, depois de na segunda-feira, naquele que foi o pior arranque de ano das praças chinesas, as autoridades de Pequim terem decidido, pela primeira vez, recorrer ao mecanismo automático de suspensão das negociações.

Na Ásia/Pacífico, o Barclays emprega 18.200 pessoas, cerca de 14% do total, de acordo com o relatório e contas de 2014. Nesse ano, as receitas somaram 776 milhões de libras (mil milhões de euros), o equivalente a 3% do total. Mas os resultados do negócio da corretagem em particular, não são revelados.

Segundo as mesmas fontes nesta região, as operações com valores mobiliários não são consideradas suficientemente lucrativas nem competitivas.

O chairman do grupo, John McFarlane, já tinha revelado no ano passado que o Barclays só era rentável no Reino Unido, Estados Unidos e África do Sul. E que as operações na Ásia e Médio Oriente iam ser reanalisadas. "Não gostamos de locais que não gerem dinheiro", afirmou.



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