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Barclays quer ser lucrativo até 2016 mas a venda continua em cima da mesa

No dia em que anunciou a rescisão com até 400 trabalhadores e o reforço do seu posicionamento no segmento mais alto do mercado, a gestão do Barclays disse que "criar valor" é o objectivo. Seja para vender, seja para continuar a operar.

Carolina Cravinho/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 30 de Setembro de 2014 às 18:32
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O Barclays em Portugal vai rescindir com até 400 trabalhadores do retalho. O objectivo é, por um lado, reduzir custos. Por outro lado, vai tentar aumentar receitas com o posicionamento junto dos clientes do segmento afluente, mais abastados. O objectivo é chegar a 2016 e apresentar lucros. Mas a venda da unidade portuguesa continua em cima da mesa. Pelo menos, até lá. Depois disso, também não se sabe.

 

A 8 de Maio, Antony Jenkins, presidente do britânico Barclays, anunciou que a banca comercial em Portugal estava entre as "áreas de negócio que deixaram de ser estrategicamente atractivas" e que, por isso, seriam "descontinuadas" ou vendidas "a seu tempo". Espanha, Itália ou França foram outras das contempladas com a inclusão na área "não core" do banco. O negócio em Espanha, entretanto, já foi vendido ao CaixaBank, maior accionista do BPI.

 

Em Portugal, não há novidades. Mesmo apesar da apresentação de um plano, desenhado pela gestão local e por Londres, para "continuar a criar valor", feita num encontro com jornalistas por Cláudio Corradini, à frente dos destinos da unidade portuguesa de retalho do Barclays, e por Carlos Brandão, responsável pelas várias áreas de negócio do Barclays em Portugal (retalho, investimento, Barclaycard).

 

A criação de valor tem como último objectivo a chegada a 2016 com uma operação rentável. Não há números sobre os dados financeiros do presente ano. Apenas se sabe que, neste momento, há prejuízos, desconhecendo-se a dimensão.

 

A criação de valor referida poderá apontar em dois sentidos: ou a manutenção do negócio ou a alienação. "A venda é sempre uma opção", diz Claudio Corradini. Não se pode dizer que a alienação da unidade está fora de questão, ressalvaram os dois responsáveis. "Continua a ser 'não core'", sublinha Brandão.

 

Mas, conseguindo ficar com lucros até 2016, fica em aberto se a gestão conseguir que o negócio se mantenha no universo Barclays. "O que acontecerá depois de 2016 é difícil de prever", diz Corradini.

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