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BCE aprova Campos e Cunha e Vitorino na administração do Santander Totta

A nova administração do Santander Totta, que já tinha sido aprovada pelo grupo, já tem autorização do Banco Central Europeu para iniciar funções. O conselho passa de uma para três mulheres.

António Vitorino, jurista, é o 14.º Mais Poderoso de 2016.
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 12 de Setembro de 2016 às 19:17
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O Banco Central Europeu (BCE) aprovou os nomes de Luís Campos e Cunha e António Vitorino, ex-ministros socialistas, para integrarem a administração do Santander Totta. Os nomes já tinham sido aprovados em assembleia-geral, sendo que faltava apenas a autorização do supervisor único, que chegou esta segunda-feira, ao que apurou o Negócios junto de fonte ligada à banca. 

 

São 15 os membros da nova administração do banco que pertence ao grupo espanhol Santander e que têm mandato até 2018. António Garcia-Tuñón é o presidente do conselho sendo que António Vieira Monteiro fica como vice-presidente, continuando como presidente da comissão executiva.

 

Da administração, fazem parte, agora, três mulheres: Isabel Mota já estava no conselho, a que se juntam Inês Oom de Sousa e Remédios Ruis Macia. António Vitorino, que no passado teve a liderança da mesa da assembleia-geral, passa a administrador não executivo, tendo saído do conselho dos CTT para o efeito. Ao seu lado, está também Campos e Cunha, que era líder do conselho fiscal, que será extinto dando lugar à comissão de auditoria, que continuará agora a liderar.

 

Os nomes, propostas pela administração em Maio, tinham sido já aprovados pelos accionistas do Santander (o Santander Totta SGPS, com 98,76%, e Taxagest, do grupo, com 1,16%). Só que, como indica o banco na altura (e como é norma nas regras bancárias comunitárias), "a autorização para o exercício de funções dos membros do órgão de administração e fiscalização pelas entidades de supervisão competentes é condição necessária para o exercício das respectivas funções". Autorização que entretanto já chegou.

 

Durante o Verão, o BCE também teve em cima da mesa a aprovação da equipa de administração da Caixa Geral de Depósitos, onde rejeitou oito nomes devido a potenciais conflitos de interesse (incluindo a antiga ministra Leonor Beleza). António Ramalho também mereceu aval de Frankfurt ainda que dias depois do prazo marcado para o arranque de funções. 

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