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BCE constata avanços nos bancos da Zona Euro, mas adverte para novos riscos

O Banco Central Europeu (BCE) considera que os bancos da Zona Euro conseguiram desde meados de 2013 avançar quanto ao seu reforço, mas assinala que estão a surgir novos riscos, segundo o relatório de estabilidade financeira publicado esta quarta-feira.

Bloomberg
Lusa 28 de Maio de 2014 às 18:55
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Na apresentação do relatório, o vice-presidente do BCE, Vítor Constâncio, afirmou em conferência de imprensa que os avanços neste processo vão melhorar a capacidade dos bancos para conceder crédito.

 

A mensagem principal da análise do BCE é que melhoraram as condições financeiras, disse Constâncio.

 

O relatório nota que os juros das dívidas soberanas também melhoraram "com os processos de consolidação orçamental e de reformas estruturais, mas os progressos têm sido desiguais".

 

"A preocupação do investidor em relação à crise financeira global continuou a diminuir", segundo o BCE.

 

Ao mesmo tempo, surgem novos riscos, em particular, uma crescente procura de lucro, impulsionada pelo aumento da confiança do investidor e o reajustamento de carteiras fora dos mercados emergentes, segundo a instituição liderada por Mario Draghi.

 

Na sua análise, o BCE identifica actualmente três riscos para a estabilidade financeira da zona euro: um revés abrupto na procura global por rentabilidade, uma débil rentabilidade dos bancos e o ressurgimento de preocupações com a sustentabilidade da dívida soberana.

 

O baixo crescimento nominal pode contribuir para que a rentabilidade dos bancos seja reduzida.

 

As instituições financeiras precisam de ter reservas ou seguros para enfrentarem um possível ajustamento desordenado nos mercados financeiros.

 

"O desafio é garantir que os esforços são sustentados para finalizar e implementar as reformas necessárias e garantir que as condições de crise não voltam a surgir", segundo a instituição com sede em Frankfurt.

 

O BCE considera também que é difícil avaliar os riscos da crise ucraniana na estabilidade financeira da zona euro, uma vez que a situação está em evolução.

 

"O impacto económico directo na Zona Euro seria sentido principalmente através dos canais comerciais, com implicações negativas para as exportações da Zona Euro e para o crescimento económico", segundo o BCE.

 

O relatório assinala que, no caso da Ucrânia, as relações comerciais não são muito importantes, ao contrário do que acontece com a Rússia.

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