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BCE obriga La Caixa a reduzir posição no CaixaBank para menos de 40%

O La Caixa, que tem 56,8% do CaixaBank, vai reduzir a sua participação para menos de 40% até ao final de 2017. Esta é uma das condições impostas pelo BCE para que o maior accionista do BPI passe a ser a estrutura de topo do grupo para o supervisor.

Maria João Gago mjgago@negocios.pt 27 de Maio de 2016 às 16:46
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A Fundação La Caixa, que através da CriteriaCaixa tem 56,8% do CaixaBank, maior accionista do BPI, tem de reduzir a sua participação na instituição para menos de 40% para que a estrutura de topo do grupo para efeitos da supervisão financeira passe a ser o banco catalão e não a "holding" que, actualmente, é o seu principal investidor.

 

De acordo com o comunicado publicado esta quinta-feira pela CriteriaCaixa, esta é apenas uma das várias condições impostas pelo Banco Central Europeu  para que haja uma alteração da estrutura de topo do grupo para efeitos do escrutínio feito pelo supervisor europeu.

 

As várias sociedades do grupo La Caixa concordaram "cumprir estas condições para que se produza a desconsolidação prudencial de CriteriaCaixa relativamente ao grupo CaixaBank antes de terminar o exercício de 2017", refere a nota divulgada através do site do supervisor espanhol do mercado de capitais.

 

Além de estar obrigado a vender quase 17% do CaixaBank no prazo de um ano e meio, terá de haver ajustamentos na estrutura de governo da instituição liderada por Isidro Fainé. O La Caixa, que controla 100% da CriteriaCaixa, não poderá ter mais de 40% dos administradores do banco catalão e terá de haver membros independentes com mais poderes.

 

Por outro lado, nos 12 meses seguintes à concretização das condições impostas pelo BCE, o CaixaBank não poderá financiar o La Caixa e a CriteriaCaixa em mais de 5% do seu capital e não poderá financiar indirectamente o estas sociedades, por exemplo, através da venda de instrumentos de dívida por elas emitidos aos seus clientes.

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