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BCP com prejuízo de 152 milhões de euros no primeiro trimestre de 2013

É o quarto trimestre consecutivo de perdas. O resultado líquido do BCP ficou próximo do antecipado pelos analistas.

18 - Nuno Amado, BCP. 0,18%
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O BCP obteve um prejuízo de 152 milhões de euros nos primeiros três meses do ano. A queda da margem financeira e o agravamento das imparidades no crédito são as justificações para que o banco tenha apresentado o quarto trimestre consecutivo de resultados líquidos negativos. 

 

O prejuízo do banco presidido por Nuno Amado (na foto) fixou-se nos 152 milhões de euros, o que compara com o resultado líquido acumulado de 40,8 milhões de euros alcançado no primeiro trimestre de 2012. No mesmo período de 2011, o lucro do BCP tinha sido de 90,1 milhões de euros.

 

No trimestre anterior, o banco tinha atingido um prejuízo de 261 milhões de euros, o que faz com que o resultado do primeiro trimestre seja uma melhoria quando analisado em cadeia.

 

O valor revelado esta segunda-feira em comunicado emitido através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) ficou próximo do estimado pelos analistas. O Caixa BI antecipava, por exemplo, um maior prejuízo, na ordem dos 155 milhões de euros.

 

A quebra homóloga do resultado líquido do banco privado incorpora o impacto do resultado da operação do BCP na Grécia. A instituição financeira divulga o valor do prejuízo sem os resultados da Grécia (unidade vendida ao Piraeus Bank, conforme acordado em Abril), que se fixou em 110 milhões de euros negativos.

 

De acordo com o BCP, as operações internacionais, excluindo a Grécia, contribuíram 38 milhões de euros para o resultado líquido, uma subida de 12% em relação ao primeiro trimestre de 2012.

 

Além do factor Grécia, há um efeito negativo na margem financeira que está relacionado com os custos de emissão dos instrumentos financeiros híbridos (“CoCos”), que foram subscritos pelo Estado no processo de capitalização do banco, no montante de 66,6 milhões de euros, que contribuiu para o prejuízo. Segundo o banco, há ainda a contabilizar um custo de 17,3 milhões de euros com comissões associadas à emissão de empréstimos obrigacionistas com garantia do Estado.

 

Assim, a margem financeira do BCP resvalou 40,9% no primeiro trimestre, período em que se fixou nos 183 milhões de euros. Este indicador, que reflecte a diferença entre os juros cobrados e os juros pagos, tinha ficado nos 309,4 milhões de euros nos primeiros três meses de 2012.

 

Imparidades de crédito aumentam

 

Quando ao produto bancário, que resulta das operações do banco, o BCP registou 426,6 milhões de euros no primeiro trimestre, o que reflecte uma descida homóloga de 34,2%.

 

Os custos operacionais deslizaram 11,9% para 305 milhões de euros, ajudados pelo programa de rescisões que o banco empreendeu e que reduziu os custos com pessoal na ordem dos 12,5%. O programa de reestruturação vai permitir, segundo o BCP, uma poupança anual em 2013 superior a 70 milhões de euros face ao ano anterior.

 

A pressionar os resultados do BCP esteve ainda o aumento das imparidades de crédito, reconhecidas pelo banco para se proteger quanto a eventuais perdas com créditos em risco, que aumentaram 23,7% nos primeiros três meses do ano para 188,4 milhões de euros.

 

No que diz respeito ao capital, o banco atingiu um rácio core tier 1, indicador que mede a sua solidez de capital, de 12,1%, seguindo os critérios estabelecidos pelo Banco de Portugal, e de 9,6%, segundo os critérios da Autoridade Bancária Europeia.

 

 

 

(Notícia actualizada pela primeira vez às 18h30; actualizada pela segunda vez às 18h46)

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