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BCP fecha acordo definitivo para a saída da Grécia

Millennium grego vai ser vendido ao Piraeus Bank por um milhão de euros. BCP investe 400 milhões no comprador, mas venderá esta posição de forma faseada. Banco de Nuno Amado terá direito a reaver os 900 milhões de liquidez que injectou na sua operação na Grécia.

Maria João Gago mjgago@negocios.pt 22 de Abril de 2013 às 08:19
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(Notícia actualizada às 8h37)


O BCP “assinou acordos definitivos com o Piraeus Bank” para a venda da totalidade do Millennium Bank Grécia e à participação do grupo português no aumento de capital do segundo maior banco grego, informou a instituição liderada por Nuno Amado.

 

A transacção será feita pelo valor simbólico de um milhão de euros, mediante o compromisso do BCP de injectar 400 milhões de euros no processo de recapitalização do Piraeus. Esta injecção tornará o grupo português accionista do segundo maior banco grego, comprometendo-se este a “apoiar o BCP na alienação faseada da participação detida no seu capital”, logo que terminado o período mínimo de seis meses em que estas acções não poderão ser vendidas.

 

A participação do BCP no aumento de capital do Piraeus será concretizada através “da

conversão de aproximadamente 261 milhões de euros do financiamento do BCP ao Millennium Bank Grécia (MBG), para além dos 139 milhões já efectuados pelo BCP ao MBG em Dezembro de 2012”, esclarece o comunicado, sublinhando que o BCP já provisionou 427 milhões de euros para perdas potenciais na operação grega.

 

No âmbito dos acordos agora assinados, o Piraeus compromete-se ainda a reembolsar o BCP “do financiamento remanescente prestado por este ao MBG”, no valor total de 900 milhões e a realizar em duas fases. “A primeira tranche, no valor de aproximadamente 650 milhões, será paga na data de fecho da operação de venda, e a segunda tranche, de

aproximadamente 250 milhões no prazo de seis meses a contar dessa data”.

 

Para já, o banco liderado por Nuno Amado não quantifica o impacto que estes acordos terão nas contas e na solvabilidade do BCP que, segundo os analistas poderá ser positivo. Em comunicado, o grupo limita-se a informar que a operação libertará 4.000 milhões de euros de activos ponderados pelo risco.

 

“A venda do MBG permitirá ao BCP desconsolidar cerca de 4.000 milhões de euros activos ponderados pelo risco (risk weighted assets), sendo o financiamento intragrupo liquidado 6 meses após a formalização da transacção. Assim, após essa data, os activos ponderados pelo risco associados a esta transacção serão determinados exclusivamente pelo investimento no capital do Piraeus”, adianta o banco.

 

O impacto final da operação, em que o BCP teve como consultor o Citigroup, no capital do banco “dependerá da evolução do valor da participação no Piraeus Bank”.


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