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BCP sobe quase 8% em dois dias com acordo para sair da Grécia

Acções do BCP chegaram a cotar nos 10 cêntimos, o que já não acontecia desde finais de Março. O Piraeus, a quem o BCP vendeu a sua unidade grega, valorizou mais de 15%, já que o BCP vai injectar 400 milhões de euros no banco grego.

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As acções do Banco Comercial Português (BCP) fecharam a subir 2,11%, elevado para 7,78% o ganho acumulado em duas sessões, que foi motivado pelas notícias de que tinha fechado o acordo para alienar a unidade grega.

 

As acções fecharam a valer 9,7 cêntimos, sendo que ao longo da sessão chegaram a negociar nos 10 cêntimos, um máximo desde finais de Março.

 

Na sexta-feira os títulos subiram mais de 5%, uma prestação justificada pela notícia avançada pela imprensa grega de que as autoridades do país tinham aprovado o plano para o Piraeus comprar o banco do BCP na Grécia.

 

Esta segunda-feira, na abertura da sessão, o BCP confirmou o acordo e detalhou os contornos do negócio, mantendo o movimento positivo nos títulos.

 

O impacto foi ainda mais positivo nas acções do grego Piraeus Bank, que fecharam a subir 15,58%, para 23 cêntimos.   

 

A transacção será feita pelo valor simbólico de um milhão de euros, mediante o compromisso do BCP de injectar 400 milhões de euros no processo de recapitalização do Piraeus. Esta injecção tornará o grupo português accionista do segundo maior banco grego, comprometendo-se este a “apoiar o BCP na alienação faseada da participação detida no seu capital”, logo que terminado o período mínimo de seis meses em que estas acções não poderão ser vendidas.

 

Para já, o banco liderado por Nuno Amado não quantifica o impacto que estes acordos terão nas contas e na solvabilidade do BCP que, segundo os analistas poderá ser positivo. Em comunicado, o grupo limita-se a informar que a operação libertará 4.000 milhões de euros de activos ponderados pelo risco.

 

O Piraeus compromete-se a reembolsar o BCP no valor total de 900 milhões, a realizar em duas fases, dado o BCP ter injectado este valor em liquidez na unidade grega que agora aceitou vender ao Piraeus.

 

Mesmo antes do negócio estar fechado, os analistas já consideravam que a saída do BCP da Grécia como positiva. Analistas do CaixaBI e do BPI quantificam ente 570 e 270 milhões de euros o valor do capital a libertar pelo facto de o Millennium grego ir deixar de pesar nos activos ponderados pelo risco do banco e pelo facto de a instituição já não precisar de acomodar os prejuízos futuros estimados para a operação na Grécia.

 

Nos últimos três anos, o Millennium Bank Grécia teve um impacto negativo nas contas do BCP de 2.387,7 milhões de euros, um valor superior aos prejuízos de 2.067,7 milhões de euros registados pelo banco de Nuno Amado no conjunto de 2011 e 2012.

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