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BdP “está a avaliar” possíveis condutas ilícitas na CGD com base na auditoria da EY

O governador do Banco de Portugal afirma que a entidade que lidera já está a atuar com base nas conclusões a que chegou a auditora EY, que analisou a gestão do banco estatal entre 2000 e 2015.

Mariline Alves
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 27 de Março de 2019 às 18:46
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Carlos Costa, o governador do Banco de Portugal, garante que a entidade que lidera já está a atuar com base nas conclusões da auditoria da EY à gestão da Caixa Geral de Depósitos (CGD) entre 2000 e 2015. 

 

"Atentas as conclusões da auditoria da Ernst & Young, o Banco de Portugal está a atuar em duas vertentes, em função daquilo que a lei prevê", começa por afirmar Carlos Costa aos deputados, naquela que é a segunda audição da nova comissão parlamentar de inquérito à gestão da CGD. 

"Por um lado, avaliando a existência de indícios de condutas suscetíveis de configurar ilícitos de natureza contraordenacional", nota o governador do Banco de Portugal. "Por outro lado, incorporando a informação recolhida no âmbito da auditoria nos processos de avaliação e reavaliação das condições para o exercício de funções em órgãos de administração ou fiscalização", acrescenta. 

 

Carlos Costa refere que na análise dos procedimentos de aprovação dos créditos em que se verificaram maiores perdas, a EY "identificou diversas desconformidades com os normativos internos ou requisitos legais e regulamentares aplicáveis; isto nos casos de créditos originados no período pré-crise, período temporal, que conforme descrevi anteriormente, revelou a necessidade de aumentar a intensidade e a efetividade da atividade de supervisão". 

 

Ainda na intervenção inicial o governador referiu que a auditoria "vem tornar muito clara a necessidade" de os bancos terem um modelo de negócio suportado pelos acionistas e um volume de capital adequado para o nível de risco que decidem incorrer.

 

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