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BES desinveste na EDP para reforçar capital

O banco vendeu fora do mercado 1,18% do capital da eléctrica, conseguindo uma mais-valia de 32 milhões de euros. A penalização acrescida sobre as participações financeiras, no âmbito das regras de Basileia III, poderá levar à saída do capital da eléctrica.

André Veríssimo averissimo@negocios.pt 06 de Dezembro de 2013 às 19:39
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O BES conseguiu uma mais-valia de 32 milhões de euros com a venda de parte da participação da Avistar na EDP. Um resultado que permite ao banco reforçar o rácio de capital em oito pontos base, segundo apurou o Negócios junto de analistas do mercado.

 

O “Core Tier 1” (rácio mais exigente) do banco aumentaria de 10,44% para 10,52%, face ao nível verificado em 30 de Setembro e tendo em conta os activos ponderados pelo risco na mesma data.

 

A venda das acções da EDP foi realizada fora de mercado. No dia 2 de Dezembro foram alienados 37 milhões de títulos, ao preço médio de 2,697 euros. No dia 3 de Dezembro foram vendidos mais 7 milhões de acções. Caso o valor tenha sido o mesmo, as duas operações perfazem um encaixe de 116,24 milhões de euros.

 

O banco liderado por Ricardo Salgado reduz a posição no capital da eléctrica de 2,01% para os actuais 0,81% e deixa de ter uma participação qualificada na empresa. O banco tinha já alienado 0,37% do capital no início de Outubro.

 

De acordo com os relatórios de Governo das Sociedades da EDP, o BES chegou a deter uma participação de 3,1% em 2008. O banco entrou no capital da eléctrica em 2006, com o objectivo de reforçar o núcleo duro de accionistas portugueses na empresa.

 

Deixando de ter uma participação qualificada, o banco deverá a prazo alienar a restante participação. Até porque de acordo com as regras de Basileia II as participações financeiras implicarão um desconto ainda maior nos fundos próprios, penalizando o capital.

 

A posição vendida no dia 2 de Dezembro, de 37 milhões de acções, foi comprada pela Oppidum Capital, a holding criada em Março pela fusão das participações na EDP detidas pelo banco espanhol Liberbank (antiga CajAstur) e o empresário Fernando Masaveu Herrero.

 

A Oppidum Capital tornou-se assim a segunda maior accionista da EDP, com uma posição de 7,18%, superando os 6,66% da Iberdrola.

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