Banca & Finanças BIC mantém "diálogo" com Banco de Portugal para escolher sucessor de Mira Amaral

BIC mantém "diálogo" com Banco de Portugal para escolher sucessor de Mira Amaral

O Banco de Portugal levantou dúvidas à primeira administração proposta pelos accionistas do BIC Portugal. A nova composição foi entregue na quinta-feira passada. Agora, prossegue o diálogo entre regulador e regulado.
BIC mantém "diálogo" com Banco de Portugal para escolher sucessor de Mira Amaral
Diogo Cavaleiro 27 de abril de 2016 às 17:32

O BIC diz que está em "diálogo" com o Banco de Portugal para a escolha dos novos nomes para a administração do banco de que Isabel dos Santos é accionista e administradora. Uma afirmação feita depois de notícias darem conta de que o nome de Jaime Pereira poderia ser chumbado para suceder a Mira Amaral à frente da instituição.

 

"O processo relativo à validação pelo Banco de Portugal dos órgãos sociais designados para o mandato 2016/2019 prossegue normalmente, num contexto de diálogo entre o regulador e os órgãos próprios do banco", indica um comunicado do BIC em Portugal emitido esta quarta-feira, 27 de Abril, em que o banco defende que nenhum dos membros de órgãos sociais é acusado na investigação à gestão de câmbios acusada de branqueamento de capitais Money One.

 

Ainda assim, foram os mecanismos considerados insuficientes de prevenção de branqueamento de capitais que fizeram com que, no regulador, soassem os alarmes quando o nome do actual vice-presidente Jaime Pereira foi proposto para suceder a Luís Mira Amaral na gestão executiva do BIC.

 

Já ontem, em conferência de imprensa em Luanda, Fernando Teles, accionista e presidente da administração do BIC em Portugal e também do BIC em Angola, admitiu que na quinta-feira passada tinha sido entregue uma nova lista para responder aos pedidos do regulador governado por Carlos Costa.

 

"O Banco de Portugal pediu-nos para metermos mais independentes e nós respondemos na quinta-feira da semana passada", afirmou Fernando Teles, citado pela Lusa. "Tínhamos 11 administradores, sete deles executivos e quatro independentes". A solicitação foi para aumentar de 11 para 15 o número de administradores. 

O BIC Portugal foi constituído em 2008 e, quatro anos depois, concluiu a aquisição do nacionalizado BPN, contando com a empresária angolana Isabel dos Santos e Fernando Teles como principais accionistas, uma estrutura accionista idêntica ao BIC Angola. Aliás, o facto de haver estruturas accionistas replicadas e não um grupo que agregue todas as unidades fizeram com que, no Brasil, o regulador recusasse ao BIC a compra do BPN Brasil.




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