Banca & Finanças BIC reconhece lentidão na saída de Angola do radar internacional de branqueamento capitais

BIC reconhece lentidão na saída de Angola do radar internacional de branqueamento capitais

O presidente do banco angolano BIC, Fernando Teles, diz que o sector bancário em Angola está sob forte vigilância internacional, no contexto da saída do país do radar de vigilância sobre branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, que está a ser lenta.
BIC reconhece lentidão na saída de Angola do radar internacional de branqueamento capitais
Lusa 26 de abril de 2016 às 20:33

Angola saiu no início do ano da lista do GAFI (Grupo de Acção Financeira Internacional), organismo intergovernamental que visa conceber e promover, quer a nível nacional quer internacional, estratégias contra o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo, mas o sector bancário ainda está a sentir bloqueio nas negociações internacionais, nomeadamente com contrapartes bancárias.

 

"Ter aparecido o nosso nome na lista cria e criou problemas a nível dos nossos correspondentes [bancários norte-americanos] e aquilo que posso dizer é que, infelizmente para nós, ainda não retomámos alguns correspondentes que tínhamos e que cortaram connosco a nível de Angola", afirmou, em conferência de imprensa, Fernando Teles.

 

A entrada de Angola na lista do GAFI, que "é uma espécie de 'lista cinzenta'", sinaliza que "não estávamos a cumprir com todas as regras". Agora, a saída dessa lista deve-se à implementação pelo BNA, Banco Nacional de Angola, das recomendações que constam do Plano Director do GAFI, mas, "para retomar a situação anterior, não vai ser fácil".

 

"Normalmente, depois, as entidades ficam em 'quarentena'. Estamos no período em que estão a amadurecer se nos devem ou não deixar voltar a ter correspondentes [bancários] americanos", explicou Fernando Teles.

 

Em Fevereiro, o Banco Nacional de Angola (BNA) anunciou em comunicado que o país saiu da lista, assegurando o "cumprimento escrupuloso das regras de compliance" internacional.

 

Este regresso à normalidade poderia aliviar as graves dificuldades dos bancos angolanos no acesso a divisas (dólares) no mercado internacional. "A implementação pelo BNA das recomendações que constam do Plano Director do Grupo de Acção Financeira Internacional  ditou progressos significativos do país", referiu o banco central.




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