Banca & Finanças BlackRock desfaz-se de direitos de voto no BES após fim do banco

BlackRock desfaz-se de direitos de voto no BES após fim do banco

Apesar da medida de resolução aplicada ao BES a 3 de Agosto, no dia 14 a BlackRock passou a ter apenas 1,91%. Antes disso, tinha 4,49%.
BlackRock desfaz-se de direitos de voto no BES após fim do banco
Bloomberg
Diogo Cavaleiro 21 de agosto de 2014 às 20:23

O Banco Espírito Santo foi suspenso de bolsa a 1 de Agosto. Apesar disso, e fora de mercado regulamentado, a BlackRock desfez-se de grande parte dos direitos de voto que detinha naquele banco.

 

A operação de venda por parte da gestora de fundos norte-americana ocorreu, fora de bolsa, a 14 de Agosto. "O BES informa que recebeu uma comunicação da BlackRock relativa à alienação de direitos de voto da qual resultou uma redução da percentagem dos votos para um limiar abaixo dos 2%", aponta um documento emitido por aquela entidade no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

 

De acordo com o referido documento, "o número total de direitos de voto passa a corresponder a 1.076.807, correspondentes à soma de 1.059.434 direitos de voto associados a acções e 17.373 direitos de voto associados a CFDs ['contrats for difference'], que alavancam a negociação de acções], e a uma percentagem total de direitos de voto de 1,91%".


No início de Julho, a participação qualificada da BlackRock no BES tinha sido reduzida para 4,49%. Os 5% tinham sido superados em Fevereiro.

 

A comunicação da alienação de direitos de voto a14 de Agosto mostra que houve uma alteração da imputação de direitos de voto já depois da medida de resolução aplicada ao BES. No dia 3 de Agosto, o Banco de Portugal determinou o fim daquela instituição enquanto banco, dividindo-o em banco de transição, que ficou com os activos considerados bons, e em veículo financeiro, que ficou com aqueles considerados problemáticos. Os accionistas do antigo BES ficaram no veículo financeiro, mas a negociação das acções dentro de mercado regulamentado permaneceu suspensa.

 

Não se sabe como foi possível ocorrer esta alienação nem se a alteração de direitos de voto por parte da BlackRock estava já prevista mediante a forma de titularidade das acções (se eram acções emprestadas por outra entidade ou "swaps", por exemplo). O Negócios não obteve explicação junto do Banco de Portugal, CMVM ou BES e não foi possível contactar a BlackRock.




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