Banca & Finanças Bloco questiona BdP sobre duração do período de nojo de Carlos Albuquerque

Bloco questiona BdP sobre duração do período de nojo de Carlos Albuquerque

O Bloco de Esquerda pediu ao Banco de Portugal, com "carácter de urgência", que apresente à Assembleia da República os pareceres da Comissão de Ética, bem como toda a informação relevante que tenha servido de base à nomeação de Carlos Albuquerque para a CGD, incluindo sobre a duração do período de transição. 
Bloco questiona BdP sobre duração do período de nojo de Carlos Albuquerque
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 10 de fevereiro de 2017 às 19:48

A saída de Carlos Albuquerque de director do departamento de supervisão prudencial do Banco de Portugal (BdP) para administrador executivo da Caixa Geral de Depósitos levou o Bloco de Esquerda a questionar o banco central, especialmente sobre o designado "período de nojo".

 

O Bloco sublinha que, "depois de mais de dois anos em funções, durante os quais tomou conhecimento dos pormenores da situação financeira do sistema português, bem como do modo de funcionamento do supervisor, Carlos Albuquerque foi nomeado para a administração da Caixa Geral de Depósitos", há "um óbvio conflito de interesses".

 

Perante esse conflito de interesses entre as suas antigas funções e aquela que passará a desempenhar na CGD, o Banco de Portugal anunciou, em comunicado, a determinação de um período de transição para o antigo director.

 

"A instituição não foi clara, no entanto, quanto à duração desse período", salienta o Bloco de Esquerda, relembrando que "no caso do Governo, o período de nojo é de três anos e, no caso dos administradores do Banco de Portugal, o mesmo dura dois anos".

 

"Tal como no caso de Luís Costa Ferreira (que transitou da PwC para o supervisor), também a transição de Carlos Albuquerque para a administração de um banco sujeito à supervisão do Banco de Portugal (no âmbito do Mecanismo Único de Supervisão) é incompreensível. Importa assim perceber o processo que esteve na sua base, e se o período estipulado terá uma duração adequada à situação de conflito de interesses ou se, pelo contrário, se trata de uma mera formalidade sem impactos práticos", destaca a missiva assinada pela deputada bloquista Mariana Mortágua.

 

Assim, "ao abrigo das disposições regimentais e constitucionais, o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda vem requerer, com carácter de urgência, ao Banco de Portugal, que apresente à Assembleia da República os pareceres da Comissão de Ética, bem como toda a informação relevante que tenha servido de base a esta nomeação, incluindo sobre a duração do período de transição de Carlos Albuquerque", conclui.




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