Banca & Finanças BPI: "O que vamos receber com transferências MBWay é nada"

BPI: "O que vamos receber com transferências MBWay é nada"

A administração do BPI reconhece que houve um "problema de comunicação" relativamente ao MBWay, mas reforça que os clientes não terão de pagar nada se utilizarem a aplicação do banco.
Rafaela Burd Relvas 02 de maio de 2019 às 12:29
O Banco BPI cobra, desde o dia 1 de maio, comissões pelas transferências MBWay que sejam feitas através da aplicação da SIBS, em vez da aplicação própria do banco. Esta medida não deverá, contudo, representar qualquer aumento de receitas para o BPI, assegura Pablo Forero. "Só por erro alguém faria transferências sem utilizar a nossa aplicação".

"Com o MBWay, o que achamos que vamos receber é nada, praticamente nada, porque os clientes podem fazer transferências com a nossa aplicação de forma gratuita. Só pode ser por erro que alguém faz transferências sem utilizar a nossa aplicação", disse Pablo Forero durante a apresentação de resultados do primeiro trimestre, período em que o BPI registou lucros de 49,2 milhões de euros.

Em contrapartida, o presidente executivo do BPI refere também a aplicação, atualmente utilizada por cerca de 330 mil clientes, ganhou "muito poucos" novos clientes desde que a cobrança das transferências MBWay foi anunciada. "O que está por detrás desta decisão é reforçar a nossa aplicação, que é gratuita e que é um canal muito importante de comunicação com os nossos clientes", apontou.

O BPI atualizou o preçário no início de fevereiro, dando conta de que, a partir de 1 de maio, começaria a cobrar uma comissão de 1,248 euros por cada transferência MBWay feita através da aplicação da SIBS, gestora do Multibanco que gere o MBWay. Os clientes do BPI que façam estas transferências através da aplicação do banco poderão continuar a fazê-las de forma gratuita, sejam transferências para outros clientes do BPI, sejam para clientes de outros bancos.

Pablo Forero rejeitou que este novo modelo seja uma forma de concorrência desleal para com a SIBS, já que esta é uma empresa detida pelos bancos. "A SIBS não está pensada para ser concorrente dos bancos, está pensada para ajudar os bancos e os clientes", esclareceu. "Os bancos contribuíram para o desenvolvimento da plataforma SIBS, desde logo porque são acionistas. Os bancos, ao estimularem os pagamentos MBWay através das suas aplicações, estão a gerar tráfego na plataforma MBWay. O custo da transferência é suportado pelos bancos e não pela SIBS", acrescentou José Pena do Amaral, administrador do BPI.

A administração do banco reconhece, ainda assim, que houve um "problema de comunicação" na forma como esta medida foi anunciada.



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