Banca & Finanças BPI vende 200 milhões em malparado e imóveis à Tilden Park Capital

BPI vende 200 milhões em malparado e imóveis à Tilden Park Capital

O banco liderado por Pablo Forero fechou esta quarta-feira a venda de uma carteira de créditos não produtivos e ativos imobiliários a fundos e sociedades geridos pela norte-americana Tilden Park Capital Management.
BPI vende 200 milhões em malparado e imóveis à Tilden Park Capital
Lusa
Rita Atalaia 20 de novembro de 2019 às 16:16
O BPI vendeu 200 milhões de euros em crédito malparado e imóveis ao fundo norte-americano Tilden Park Capital Management. Uma operação que já tinha sido anunciada pelo banco em julho, na apresentação dos resultados semestrais.

"O Banco BPI concretizou hoje a venda de uma carteira de créditos não produtivos (non performing loans) e ativos imobiliários a fundos e sociedades geridos pela entidade norte-americana Tilden Park Capital Management LP, após a conclusão de um processo de venda competitivo", de acordo com um comunicado divulgado esta quarta-feira, 20 de novembro, pelo BPI. 

Segundo o banco, esta carteira tinha um valor bruto total de cerca de 200 milhões de euros, referentes a aproximadamente 1.800 contratos de créditos e 120 imóveis. "Com esta operação o Banco BPI alcançará, no final do ano, um nível de ativos não produtivos (non performing assets) inferior a 3,5%, o mais baixo do setor financeiro português", adianta a instituição financeira. 

Foi em julho que o Pablo Forero, CEO do BPI, adiantou que se estava a preparar para vender uma carteira de crédito malparado no valor de 200 milhões de euros.

"São 200 milhões de crédito com colateral de empresas", detalhou o gestor, acrescentando que o processo estaria já "numa fase muito avançada" e que contava com "sete ou oito interessados que já apresentaram ofertas sem compromisso".

Os bancos portugueses estão, de forma transversal, a apostar na venda de portefólios de ativos tóxicos, de maneira se libertarem deste "peso". Também o Novo Banco concluiu entretanto a alienação do projeto "Nata 2", uma das mais maiores carteiras alguma vez transacionadas em Portugal, mas também do "Sertorius" e "Albatros". 




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