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BPI absorveu mais de 50% das obrigações da ZON nos três primeiros dias

Banco vai concretizar "pelo menos mais três emissões até ao Verão", divulgou hoje o CEO, para quem esta "é uma forma alternativa ao crédito, mas também muito importante no financiamento a médio prazo" das empresas nacionais.

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 31 de Maio de 2012 às 16:17
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Nos três primeiros dias da venda de obrigações através da banca de retalho, os clientes do BPI absorveram mais de metade das obrigações da Zon Multimédia.

O período de subscrição arrancou na passada segunda-feira e termina a 14 de Junho, às 15 horas. Esta emissão, no valor de 100 milhões de euros – o montante da colocação pode ser aumentado pela Zon até 6 de Junho – destina-se a diversidade as fontes de financiamento da cotada, sendo que as necessidades estão cobertas até ao final de 2013.

"Era uma posição claramente acima dos 50% aquela que tínhamos até ontem. Ainda é cedo para falar sobre a Zon porque ontem foi apenas o terceiro dia da colocação, mas a continuar o padrão de comportamento que se registou nestes primeiros dias, o BPI voltará a assumir uma posição destacadíssima nesta operação", sintetizou Fernando Ulrich, durante a conferência de imprensa no final da assembleia-geral, que se realizou no Porto.

Além do BPI, que é o coordenador global e co-líder da oferta, também o BES Investimento e o Banif estão a ajudar a operadora de telecomunicações a vender obrigações ao público, permitindo desta forma reforçar a liquidez e conferir flexibilidade na gestão de tesouraria à empresa liderada por Rodrigo Costa.

A Santoro, holding detida pela angolana Isabel dos Santos, é a segunda maior accionista do BPI. A mesma empresária detém actualmente 15% da operadora de telecomunicações e poderá aumentar a sua posição na dona da TV Cabo para 25%. Um reforço através de minoritários que, destacam os analistas, é uma "novidade".

Mais três emissões até ao Verão

Ulrich congratulou-se com "a posição muito destacada [do BPI] no conjunto de bancos que estão a participar", lembrando que esta é a quarta operação do género em que está a participar desde o final do ano passado. Primeiro para a EDP e já em 2012 para a Semapa e com a segunda emissão para a eléctrica.

"O BPI tem tido uma posição destacadíssima nesse mercado. Temos neste momento uma quota de mercado superior a 50% na colocação de obrigações, foi isso que alcançámos no conjunto das três operações já concluídas", acrescentou o CEO.

Ulrich divulgou na mesma ocasião que o banco tem "pelo menos mais três emissões" que deve "concretizar até às férias do Verão". Operações que, sublinhou, são "uma forma complementar e alternativa ao crédito, mas também muito importante no financiamento a médio prazo das empresas portuguesas".

"É outra forma de proporcionar às empresas acesso a financiamento e proporcionar-lhes acesso a uma base de clientes que confiam nessas empresas e que têm estado a investir em obrigações com um prazo de três anos a taxa fixa", acrescentou. Uma "resposta positiva", concluiu o responsável do BPI, que "atendendo às circunstancias que vivemos na Europa, é de assinalar".
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