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BPI regista lucro de 39,3 milhões de euros no primeiro trimestre (act2.)

Nos primeiros três meses do ano, o banco registou um lucro de 39,3 milhões de euros, o que representa uma queda de 13% face ao período homólogo.

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Nesse período, o banco registou um resultado líquido de 45,3 milhões de euros.

O lucro dos primeiros três meses do ano – 39,3 milhões de euros – fica abaixo das previsões do Caixa BI, que apontavam para 65,2 milhões de euros.

Recorde-se que o banco fechou 2011 com um prejuízo de 284,9 milhões de euros devido a imparidades de 419,8 milhões de euros relacionadas com a dívida grega e um core tier one de 9,2%. O produto bancário, o conjunto de receitas obtidas pelo banco, avançou de 280,1 milhões de euros, no final do primeiro trimestre de 2011, para 291,4 milhões de euros, um aumento que se fixa em 4,1%.

Já a margem financeira do BPI caiu de 160 milhões de euros, no primeiro trimestre de 2011, para 124,6 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, "pressionada pelo custo dos depósitos a prazo e pelo baixo nível das taxas de curto prazo".

Na actividade doméstica, onde a margem financeira deslizou 25,7%, a intensificação da concorrência entre as entidades bancárias para captar recursos de clientes “reflectiu-se num agravamento da remuneração média dos depósitos a prazo, que aumentou de 0,8 pontos percentuais acima da Euribor, no primeiro trimestre de 2011, para 1,8 pontos percentuais acima da Euribor, no primeiro trimestre de 2012”, salienta a instituição portuguesa.

A pressão sobre a margem financeira continua, assegura o banco, tendo em conta três aspectos: o referido aumento do custos dos depósitos para atrair mais clientes; as baixas taxas de juro de curto prazo, em que se enquadra o facto de as Euribor terem caído no último ano; e ainda a redução da carteira de crédito.

Depósitos aumentam; malparado também

Os depósitos de clientes no BPI aumentaram 7% nos primeiros três meses de 2012, de acordo com o comunicado. O montante total alcançou 24,1 mil milhões de euros no último dia de Março.

Por outro lado, a comparação homóloga no que se refere a carteira de crédito a clientes consolidada atingiu 28,4 mil milhões de euros, o que “corresponde a uma redução de 4% relativamente a Março de 2011”.

No crédito concedido, o banco liderado por Fernando Ulrich verifica uma perda de qualidade da carteira. No final do primeiro trimestre do ano, 2,7% dos créditos dados pelo BPI estavam vencidos há mais de 90 dias, o que ascendia a 780,3 milhões de euros.

Na mesma data do ano passado, este número ficava-se pelos 2,1% do total de crédito concedido, o equivalente, na altura, a 635,2 milhões de euros. Da mesma forma, também se verifica um agravamento na análise face a Dezembro, quando o montante de crédito que já tinha alcançado a maturidade há mais de 90 dias (sensivelmente três meses) se fixava em 686,6 milhões de euros.

Já o rácio de crédito em risco, que contabiliza, além do crédito já vencido há mais de 90 dias, aqueles que podem vir a não ser saldados, de acordo com as normas do Banco de Portugal, representa 3,8% nas contas consolidadas, segundo o comunicado hoje emitido. “Cerca de metade da deterioração do indicador em relação a Dezembro (mais 0,6 pontos percentuais) é explicada por três situações de incumprimento no trimestre que originaram um agravamento do rácio em 0,3 pontos percentuais”, explica o banco.

O BPI escreve ainda sobre as imparidades para crédito que teve de reconhecer – 53,5 milhões de euros (0,72% da carteira de crédito). O crédito e juros vencidos recuperados até Março de 2012 totalizaram 4 milhões de euros – no período homólogo tinham-se conseguido recuperar 5 milhões. “As imparidades após dedução das recuperações acima referidas ascenderam a 49,5 milhões de euros, o que representa 0.66% da carteira de crédito”, resume.

(Notícia actualizada pela segunda vez às 18h15)
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