Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

BPI teve prejuízos de 104,8 milhões devido a perdas com dívida pública

O Banco BPI registou prejuízos de 104,8 milhões de euros no primeiro trimestre, contra lucros de 40,5 milhões em Março do ano passado. As perdas resultaram das menos-valias de 102 milhões registadas na venda de dívida pública portuguesa e italiana. A margem financeira também caiu.

25.º - Fernando Ulrich 
BPI perdeu autonomia após recurso a capitais do Estado. Ulrich apressa no entanto fim dessa dívida.
Bruno Simão/Negócios
Maria João Gago mjgago@negocios.pt 23 de Abril de 2014 às 19:25
  • Assine já 1€/1 mês
  • 33
  • ...

O Banco BPI registou prejuízos de 104,8 milhões de euros no primeiro trimestre, contra lucros de 40,5 milhões em Março do ano passado. A deterioração dos resultados reflectiu, sobretudo, as perdas com a venda de metade da carteira de dívida pública portuguesa e italiana.

 

O desempenho do primeiros trimestre “foi penalizado pelo contributo negativo em

129,2 milhões de euros da actividade doméstica e é especialmente influenciado por menos-valias de 102 milhões (-132 milhões antes de impostos) realizadas na venda de dívida Pública de médio e longo prazo de Portugal e Itália”, justifica o comunicado publicado pelo banco de Fernando Ulrich esta quarta-feira, 23 de Abril, no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

Além das perdas com dívida soberana, os resultados do BPI sofreram ainda o impacto da quebra da margem financeira, que recuou 3,6%, para 112 milhões de euros, devido à “redução em 15 milhões de euros dos proveitos com juros da carteira de Bilhetes do Tesouro e da carteira de Obrigações do Tesouro (adquirida durante 2012 e alienada até final de Janeiro de 2013)”, justifica a instituição. A queda só não foi maior uma vez que os encargos com o apoio do Estado diminuíram 5,8 milhões.

 

O produto bancário caiu 72,5%, para 94,8 milhões, em resultado da contracção da margem financeira e dos prejuízos das operações financeiras resultantes da venda da dívida soberana.

 

A evolução dos custos de estrutura e, sobretudo, das imparidades para crédito contribuíram de forma positiva para os resultados. Os gastos operacionais mantiveram-se praticamente inalterados, fixando-se em 156,8 milhões. Já as imparidades para malparado diminuíram 35%, para 45,3 milhões.

 

Em termos de actividade, o crédito a clientes manteve a tendência de quebra, recuando 5,3%, para 25,8 mil milhões, enquanto os recursos de clientes no balanço aumentaram 2,1%, para 29 mil milhões, impulsionados pela subida de 2,4% dos depósitos.

 

(Notícia actualizada às 19h54) 

 

 

Ver comentários
Saber mais BPI Fernando Ulrich
Outras Notícias