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BPI vai penalizar rácios do CaixaBank, mas Angola pode aliviar o impacto

O banco espanhol prevê que a aquisição da instituição portuguesa leve a uma quebra nos rácios de capital. No entanto, diz que a venda do BFA pode reduzir o impacto.

Bruno Simão
Paulo Moutinho 18 de Abril de 2016 às 10:05
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O CaixaBank quer comprar a totalidade do banco português. É um negócio que implicará, se todos venderem na OPA, gastar 906 milhões de euros. Esta operação terá um impacto negativo nos rácios de capital da instituição espanhola, mas esse poderá ser compensado, em parte, com a venda do Banco de Fomento de Angola (BFA).


Na apresentação enviada à CNMV, o CaixaBank prevê um impacto de 115 pontos base no rácio de capital (o "core Tier 1") que poderá passar de 11,6% para 10,4%, isto assumindo um cenário em que fica com 70% do capital do BPI que é o "cenário central" da instituição liderada por Isidro Fainé.


Caso a aceitação da oferta seja de 51%, o impacto será de cerca de 95 pontos base, caindo o rácio para 10,6%, mas num cenário em que todos aceitam a oferta, o impacto será mais penalizador para o CaixaBank: 145 pontos base, caindo de 11,6% no final do ano passado para 10,1% após a compra. Contudo, é possível aliviar esse impacto.


O CaixaBank nota, na apresentação feita aos investidores, que "um potencial desinvestimento no negócio de Angola [o BPI detém 51% do BFA, sendo que Isabel dos Santos detém os restantes 49%] poderia reduzir o impacto" negativo nos rácios de capital do banco espanhol após a compra.


A meta do CaixaBank em termos de rácios de capital é, após a compra do BPI, de manter um "core Tier 1" de 11% a 12%, nota a instituição na apresentação enviada ao regulador do mercado de capitais espanhol.

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