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Caixa está a vender participação no Taguspark

A CGD colocou um anúncio para vender a posição de 10% na sociedade promotora do Taguspark. O objectivo do banco é desfazer-se da participação até ao final do ano. O Ministério das Finanças tem de aprovar a transacção.

Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 17 de Julho de 2017 às 12:22
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A Caixa Geral de Depósitos vai abandonar o capital do Taguspark. Foi lançado um concurso para a alienação da participação financeira de 10% que a instituição financeira tem na entidade gestora do parque de ciência e tecnologia.

 
O anúncio de interesse da alienação dos 10% na Taguspark – Sociedade de Promoção e Desenvolvimento do Parque de Ciência e Tecnologia da Área de Lisboa foi revelada em publicidade no Expresso, publicada no sábado passado.

 

O banco presidido por Paulo Macedo (na foto) espera receber propostas não vinculativas até 21 de Agosto deste ano, onde deverão constar informações não só sobre o preço como as fontes de financiamento e o racional estratégico da aquisição. O objectivo é que o dossiê esteja fechado até ao final do ano.

 

A CGD tem uma posição de 10%, a mesma que é atribuída ao BCP e ligeiramente abaixo da participação de 10,03% do BPI. Juntos, os bancos dispõem sensivelmente a mesma participação conjunta que tem a Câmara Municipal de Oeiras, com 18,01%, e o Instituto Superior Técnico, com 12,64%.

 

No balanço da instituição financeira de 2016, a participação de 10% na promotora do Taguspark está avaliada em 2,17 milhões de euros. Como não há qualquer imparidade associada, pelo que não há antecipação de perdas, o valor líquido é esse mesmo montante.

 

Finanças têm de aprovar

 

Mário Centeno tem uma palavra a dizer sobre a operação. Aliás, sem a sua luz verde, não há alienação dos 10%. "A eventual venda está sujeita, além do mais, à prévia autorização do Ministério das Finanças", indica o anúncio.

 

Apesar de lançar o anúncio, a CGD admite que não está obrigada a seguir negociações com nenhum dos interessados, e que poderá mesmo negociar "com interessados que não tenham respondido" ao mesmo. 

 

A Caixa tem vindo a reduzir o leque de actividades não bancárias, como é o caso deste género de participações financeiras. No âmbito dos compromissos que tem assumiu com a Comissão Europeia, o banco público também está a reduzir a sua estrutura, com a redução de pessoal e de balcões, sendo que uma das agências a encerrar este ano era precisamente no Taguspark.

 

O Taguspark, em Oeiras, foi criado em 1992, e é gerido por António Carmona Rodrigues, antigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Técnico, BCP, Novartis são algumas das entidades que estão aí localizadas. 

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