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Caixa perdeu 1.393 milhões em depósitos em três meses

A CGD perdeu 1.393 milhões de euros em depósitos entre o início de Abril e o final de Junho, período em que se soube que o Estado vai capitalizar o banco num máximo de 5.000 milhões. Face a Junho do ano passado, as poupanças aumentaram 3,2%. Já o crédito a clientes recuou.

Miguel Baltazar/Negócios
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No segundo trimestre do ano, a Caixa Geral de Depósitos perdeu 1.393 milhões de euros em depósitos, de acordo com os dados disponibilizados pela instituição. O banco público chegou ao final de Junho com 72.065 milhões de euros de poupanças de clientes, contra os 73.458 milhões registados a 31 de Março.

 

Esta quebra aconteceu num período em que se soube que o Estado está a negociar com Bruxelas um plano de capitalização para a CGD no valor entre 4.000 e 5.000 milhões de euros, operação que deverá ser feita em condições equivalentes às que um investidor privado aceitaria fazer para que não seja considerada ajuda pública.

 

Além disso, foi neste período que o PSD avançou com a criação de uma comissão de inquérito à gestão da Caixa desde o ano 2000 e que a constituição da nova equipa de gestão, que vai ser liderada por António Domingues, gerou polémica.

De acordo com fonte oficial da Caixa, a queda do total de recursos de clientes explica-se "exclusivamente por movimentos pontuais de grandes clientes institucionais". A mesma fonte explica que a evolução de depósitos dos seus clientes particulares registaram uma evolução positiva do final do primeiro trimestre para o final do segundo trimestre, tendo passado de 46,7 mil milhões de euros para 47 mil milhões de euros, ou seja, mais 291 milhões em três meses ou cerca de 100 milhões por mês". 

  

Apesar de a redução dos depósitos da CGD se ter verificado apenas entre o início de Abril e o final de Junho, a evolução é negativa face ao final de 2015 (menos 1,3%), altura em que o banco ainda liderado por José de Matos acumulava 72.996 milhões de euros em poupanças. Já relativamente ao final de Junho do ano passado, os depósitos cresceram 3,2%, período em que o banco do Estado beneficiou da desconfiança resultante da resolução do Banif.

 

Em termos de actividade, o crédito a clientes recuou 1,6%, em termos homólogos, fixando-se em 70.674 milhões de euros. O ritmo de queda foi menor face ao final de 2015. Considerando apenas os últimos seus meses, a carteira de financiamento recuou 1%.


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