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Caixa Geral de Depósitos coloca Berardo em tribunal em acção de 2,9 milhões de euros

O Diário de Notícias da Madeira avança que a CGD quer recuperar parte do valor que emprestou ao empresário Joe Berardo para a compra de acções do BCP. Deu entrada uma acção de execução contra o empresário madeirense.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 08 de Setembro de 2016 às 13:21
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A Caixa Geral de Depósitos colocou Joe Berardo em tribunal. A acção judicial, que deu entrada na Comarca do Funchal a 30 de Agosto, está avaliada em 2,9 milhões de euros. A notícia foi dada em primeira mão pelo Diário de Notícias da Madeira.

 

Não há muitas informações públicas e oficiais sobre o tema a não ser a entrada no portal Citius, que indica que a colocação da acção de execução pelo banco público contra José Manuel Rodrigues Berardo (conhecido como Joe Berardo) na Instância Central, da Secção de Execução, do Funchal.

 

O jornal da Madeira, terra natal do empresário, indica que o processo prende-se com a intenção do banco em recuperar parte do dinheiro disponibilizado para a compra de acções do BCP. Não foi ainda possível obter uma reacção da instituição financeira. Contactado pelo Negócios, Joe Berardo não se mostrou disponível para responder. 

 

Berardo e a Caixa Geral de Depósitos já foram notícia juntos por várias vezes devido aos créditos, entre outros, a duas das suas empresas (Metalgest e a Fundação). Durante a guerra de poder no BCP em 2007, o empresário madeirense financiou-se, junto do banco público, do BCP e do BES, para conseguir reforçar a sua posição no BCP. As garantias dadas nestes empréstimos foram as próprias acções do BCP, que hoje valem em torno de 2 cêntimos cada uma.

 

Em 2011, o Público noticiou que o investimento representava, na altura, um buraco de 300 milhões de euros para a CGD – o empréstimo tinha sido de 360 milhões, os títulos da garantia valiam 60 milhões então. Na altura, o banco desmentiu mas escudou-se no sigilo bancário para não fazer mais comentários.

Aliás, os créditos agora problemáticos, muitos devido à desvalorização das garantias aceites aquando da concessão dos empréstimos, foram um dos motivos para a necessidade de um aumento de capital de 5.160 milhões de euros na Caixa Geral de Depósitos, que está agora em curso.

(Notícia corrigida às 16:26. No primeiro parágrafo, onde se lia "Comarca de Lisboa", passa a ler-se "Comarca do Funchal")

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