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CaixaBank admite analisar fusão do BFA e da CGD em Angola no futuro

O maior accionistas português do BPI, a família Violas Ferreira, já tinha proposto a fusão do BFA e da CGD em Angola. Um cenário que o CaixaBank admite analisar, segundo o Expresso. Mas não para já.

Reuters
Negócios 30 de Julho de 2016 às 11:25
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O CaixaBank está disponível para avaliar a fusão entre o Banco de Fomento de Angola (BFA) e o Banco Caixa Geral d e Angola. Uma proposta que foi apresentada pela Violas Ferreira Finantial. Esta foi a solução dos Violas Ferreira para o problema angolano do BPI e implica o fim da OPA. A oferta "beneficia o CaixaBank e prejudica os restantes accionistas", disse Tiago Violas Ferreira ao Negócios em meados de Julho.

 

O presidente do CaixaBank, Gonzalo Gortázar (na foto), em resposta, reconhece que a fusão poderá ser "uma solução interessante" a seu devido tempo, revela o Expresso este sábado, 30 de Julho.

 

Ainda assim, os catalães consideram que esta proposta não é uma alternativa à OPA, mas sim uma questão a explorar seja qual for o desfechp da oferta de compra que o CaixaBank fez ao BPI.

 

O Expresso adianta que Gortázar considera que este cenário deverá ser avaliado, essencialmente, se a OPA falhar, de forma a resolver a questão de Angola. O Banco Central Europeu (BCE) deu, em Junho, quatro meses ao CaixaBank para resolver o problema do BPI em Angola. O prazo expira no final de Janeiro, já que foi estabelecido no pressuposto de que a OPA sobre o banco de Fernando Ulrich acaba antes de Outubro e com sucesso.

 

Edgar Ferreira, representante da família Violas no conselho de administração do BPI, mostrou desilusão com a resposta. "Fiquei desapontado e desiludido. Não entendo que um grande accionista diga que que a solução é possível e não a queira aplicar no imediato, mas só quando lhe for conveniente." Se uma opção é viável "deve ser tentada no imediato, salvaguardando os interesses de todos os accionistas", acrescentou.

O CaixaBank está à espera que se realize a assembleia-geral de accionistas do BPI, que foi suspensa até 6 de Setembro, onde se vai votar a desblindagem dos estatutos do banco liderado por Fernando Ulrich. Esta questão é essencial para a concretização da OPA, já que o CaixaBank quer garantir que o seu poder no seio da instituição é idêntica à participação que detém no capital do banco. Ou seja, actualmente os catalães têm quase 45% do capital do BPI, mas os seus votos estão limitados a 20%. Com a desblindagem dos estatutos esta limitação nos direitos de voto termina.

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