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CaixaBank está concentrado no BPI e não comenta compra do Novo Banco

O CaixaBank recusa comentar a eventual compra do Novo Banco por parte do BPI, salientando que neste momento está "unicamente centrado na oferta sobre o BPI".

Reuters
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A Bloomberg noticiou esta quinta-feira, 29 de Setembro, que o BPI poderá ter de abandonar o processo de compra do Novo Banco, devido à oposição do CaixaBank, liderado por Gonzalo Gortazar (na foto). A agência de informação cita quatro fontes próximas do processo que pediram anonimato.

 

"O CaixaBank reitera que não comenta o processo do Novo Banco", salienta fonte oficial da entidade espanhola ao Negócios, acrescentando que "está unicamente centrado na oferta sobre o BPI".

 

Esta posição do CaixaBank está em linha com o que tem sido a abordagem dos espanhóis neste processo. No final de Junho, o presidente do CaixaBank esteve reunido com jornalistas, tendo dito, na altura, que o CaixaBank estava focado na compra do BPI, excluindo que o banco espanhol pudesse avançar para uma operação de compra do Novo Banco. "Primeiro, temos que concluir a OPA sobre o BPI", referiu o responsável do CaixaBank, citado pelo Expresso.

 

A Bloomberg avançou esta quinta-feira, que responsáveis do CaixaBank terão dito a investidores que se vão opor à compra do Novo Banco por parte do BPI assim que o banco espanhol assumir o controlo da instituição liderada por Fernando Ulrich, que está sob uma oferta pública de aquisição (OPA).

Esta notícia surgiu quase como um revés à expectativa criada depois dos accionistas terem aprovado o fim da limitação de votos na assembleia geral do BPI que decorreu na semana passada.

 

O fim do limite de votos no BPI deixou aberto o caminho para a instituição liderada por Fernando Ulrich comprar o Novo Banco. Isto porque, como sublinhou Artur Santos Silva, presidente não executivo, na conferência de imprensa que se seguiu à AG, o banco deixou de estar "bloqueado", o que lhe permite "tomar posições" neste dossiê. O "chairman" do BPI garantiu mesmo que a equipa de gestão está "a estudar seriamente a opção" de avançar para o Novo Banco.

 

"Estamos a estudar seriamente a opção. Com o aspecto que ficou hoje resolvido [desblindagem], isto permite tomar posições porque [o banco já] não está bloqueado", justificou Artur Santos Silva, em resposta às questões dos jornalistas sobre o interesse do BPI no banco de transição.

 

No Banco de Portugal, a desblindagem de estatutos do BPI foi, então, interpretada como uma notícia positiva para o processo de venda do banco que herdou os melhores activos do BES. Isto porque a clarificação do poder accionista do banco controlado pelo CaixaBank permite que a instituição concretize melhor a sua proposta de compra para o Novo Banco.


Ainda antes de o obstáculo da blindagem de estatutos ser superada, a proposta do BPI para o Novo Banco já era a preferida dentro do Governo, como o Expresso noticiou a 20 de Agosto. Isto porque permite que a instituição liderada por António Ramalho passe a ser controlada por um banco já presente no mercado e que tem uma perspectiva de investimento de muito longo prazo.

 

 

Esta posição poderá criar uma pressão adicional sobre o Banco de Portugal, que tem em mãos o processo de venda do Novo Banco.

 

Além do BPI, estão na corrida pela instituição financeira herdeira do BES, o BCP, a Lone Star e a Apollo/Centerbridge.

 

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