Banca & Finanças CaixaBank já pediu autorização a Bruxelas para comprar BPI

CaixaBank já pediu autorização a Bruxelas para comprar BPI

O Caixabank já pediu autorização à Comissão Europeia para comprar a maioria do capital do BPI. Pedido entrou a 12 de Maio e Bruxelas espera decidir até 17 de Junho. Há um ano, a OPA catalã recebeu luz verde das autoridades europeias.
CaixaBank já pediu autorização a Bruxelas para comprar BPI
Reuters
Maria João Gago 16 de maio de 2016 às 13:21

O CaixaBank, maior accionista do Banco BPI, já pediu à Comissão Europeia para que a oferta pública de aquisição (OPA) que anunciou sobre a instituição seja aprovada pela Direcção-Geral da Concorrência da União Europeia (DGComp, na sigla inglesa), de acordo com informação disponibilizada no site deste organismo europeu.

O próximo passo da operação será a avaliação da administração à OPA, que terá de ser divulgada até ao final do dia desta terça-feira, 17 de Maio.

 

A notificação deu entrada a 12 de Maio, três dias depois de o grupo catalão ter entregue o pedido de registo e o projecto de prospecto da OPA na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. A avaliação da DGComp ao pedido do CaixaBank deverá estar concluída até 17 de Junho, de acordo com a data prevista para o fim deste processo publicada no site da Concorrência europeia.

 

Há pouco mais de um ano, Bruxelas aprovou, sem condições, a primeira OPA do grupo catalão, depois de "concluir que a aquisição proposta não levantaria problemas de concorrência porque a quota de mercado conjunta das duas instituições é muito pequena". No entanto, a oferta acabou por fracassar, uma vez que Isabel dos Santos, segunda maior accionista do BPI, chumbou o fim do limite de votos existente na instituição, condição indispensável ao sucesso da OPA.

 

Nesta segunda oferta, preliminarmente anunciada a 18 de Abril, a desblindagem de estatutos volta a ser condição de sucesso da OPA. No entanto, as hipóteses desta proposta ser aprovada aumentaram depois de o Governo ter avançado com uma alteração à lei bancária que levanta o limite de votos nas assembleias-gerais destinadas a votar a desblindagem de estatutos.



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