Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

CaixaBank pediu mais tempo ao BCE para resolver problema angolano depois da OPA

O CaixaBank pediu ao Banco Central Europeu (BCE) “um prazo adicional” para resolver o problema da exposição do BPI a Angola depois de concluída a OPA sobre a instituição. O grupo catalão admite todo o tipo de soluções para a questão angolana.

Reuters
Maria João Gago mjgago@negocios.pt 17 de Maio de 2016 às 19:59
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

O CaixaBank pediu ao Banco Central Europeu (BCE) "um prazo adicional para implementar uma alternativa que permita solucionar" o problema do BPI em Angola "após a conclusão da oferta pública de aquisição (OPA)" sobre a instituição liderada por Fernando Ulrich. A informação consta do relatório da administração do BPI sobre a OPA do grupo catalão, publicado esta terça-feira.

 

No projecto de prospecto da OPA, citado no relatório do BPI, o maior accionista do banco admite diversas soluções para resolver o problema angolano do BPI, mas diz que "as alternativas existentes para solucionar o problema (...) têm como objectivo último a perda de controlo do Banco de Fomento Angola para obter a sua desconsolidação contabilística do BPI que permitirá eliminar automaticamente o excesso de concentração de grandes riscos".

 

No entanto, apesar de o CaixaBank assumir que defende que o BPI deve deixar de ter o controlo do BFA, a equipa de Fernando Ulrich assume que preferia que a solução final para o problema angolano passasse pela tomada do controlo do BPI pelo grupo catalão, o que permitiria manter a maioria daquele banco angolano.

 

"Dada a importância para o BPI ter a manutenção da sua participação e controlo no BFA, o conselho de administração do BPI considera que a obtenção da isenção" do BCE para manter aquela posição no banco angolano "seria muito positiva".

 

No entanto, para o CaixaBank, a solução que prevê resolver o problema de excesso de exposição angolana através da tomada de controlo do BPI pelo grupo catalão é a última alternativa referida. Outra opção para este problema seria "isentar o BPI da obrigação de consolidar" a sua posição no BFA, já que esta participação passaria a estar no "balanço consolidado do CaixaBank. Dada a maior dimensão do activo do balanço consolidado do CaixaBank, não se produziria nenhum incumprimento pelo CaixaBank nem pelo BPI do limite de concentração de grandes riscos em virtude da participação de controlo do BPI no BFA", refere o projecto de prospecto, de acordo com as citações feitas pela administração do BPI.

 

Ainda assim, o CaixaBank reconhece que, mesmo com esta isenção, "poderia, não obstante, implementar igualmente alguma das alternativas" apresentadas pelo grupo catalão. Em cima da mesa está, por exemplo, a perda de controlo que o BPI tem no BFA, através da venda da maioria do capital à Unitel ou através da compra de acções próprias pelo BFA.

 

Mas o maior accionista do BPI também refere a venda da participação de controlo no BFA a um terceiro investidor, uma oferta pública de troca de acções do BPI por títulos do BFA, a cisão da posição do BPI no BFA noutra empresa (com ou sem a participação de 30% no moçambicano BPI).

 

Complementarmente, o Caixabank admite avançar com uma "distribuição aos accionistas do BPI das acções restantes do BFA detidas pelo BPI e respectiva admissão à negociação das acções do BFA num mercado regulamentado, nomeadamente no Euronext Lisbon".

Ver comentários
Saber mais CaixaBank BCE BPI BFA Angola exposição
Mais lidas
Outras Notícias