Banca & Finanças CaixaBank vai reduzir 1000 quadros do BPI com reformas antecipadas e “lay-offs”

CaixaBank vai reduzir 1000 quadros do BPI com reformas antecipadas e “lay-offs”

O CaixaBank prevê uma redução de 45 milhões de euros nos custos com pessoal do BPI, o que segundo o parecer da gestão do banco português implica a saída de 1.000 trabalhadores. Esta redução será efectuada com reformas antecipadas e “lay-offs”.
CaixaBank vai reduzir 1000 quadros do BPI com reformas antecipadas e “lay-offs”
Paulo Duarte/Negócios
Maria João Gago 13 de outubro de 2016 às 19:14

O CaixaBank deverá avançar com uma redução de cerca de 1.000 postos de trabalho no BPI, na sequência da oferta pública de aquisição (OPA) sobre o banco, admite a administração liderada por Fernando Ulrich no relatório que aprova a operação. O documento revela que o grupo catalão se compromete a fazer estes cortes através de reformas antecipadas e "lay-offs".

 

"A redução de despesas de pessoal derivadas de quaisquer reestruturações laborais seriam realizadas pelo oferente com estrito cumprimento dos parâmetros sociais que têm vindo a ser observados pelo oferente em procedimentos similares (incluindo a reorganização interna do oferente em 2013), dando prioridade a reformas antecipadas e ‘lay-offs’ incentivados", refere o CaixaBank no projecto de prospecto da OPA, citado no parecer da administração do BPI.

 

A redução de trabalhadores visa permitir a diminuição dos custos de pessoal que será a principal via para o CaixaBank conseguir poupanças de 84 milhões de euros nos gastos operacionais do BPI, ao fim de três anos. Das sinergias de custos, "aproximadamente 39 milhões (-20% da base recorrente da sociedade visada), que derivam da redução de custos gerais" e "aproximadamente 45 milhões (-15% da base recorrente da Sociedade visada), que derivariam maioritariamente da poupança de custos de pessoal", segundo o projecto de prospecto.

 

Além disso, como sublinha o relatório da administração do BPI, o CaixaBank espera ainda aumentar os proveitos em 35 milhões de euros, graças ao apoio para que o banco aumente as "vendas cruzadas (‘crossselling’), através da rede de retalho, com especial foco no sector bancário e segurador, dado o ‘gap’ que actualmente existe entre a sociedade visada em Portugal e os seus principais concorrentes em termos de rendimentos domésticos recorrentes (margem de taxa de juro líquida e comissões) e volume de negócio doméstico (empréstimos e depósitos) por trabalhador".



(Notícia actualizada às 19:49)



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