Banca & Finanças Caravela desbrava caminho dos lucros ao içar a bandeira da dívida portuguesa

Caravela desbrava caminho dos lucros ao içar a bandeira da dívida portuguesa

A companhia de seguros Caravela, que em 2014 assumiu a Macif, passou de um prejuízo de 4,3 milhões para lucro de 207 mil euros. A venda de dívida pública foi a que mais cresceu, ajudando ao resultado positivo.
Caravela desbrava caminho dos lucros ao içar a bandeira da dívida portuguesa
Bloomberg
Diogo Cavaleiro 21 de março de 2016 às 16:58

Depois do prejuízo de 4,3 milhões de euros em 2014, o grupo segurador Caravela conseguiu registar lucros, ainda que ligeiros, na ordem dos 207 mil euros, no ano passado. Liderada por Diamantino Marques, antigo regulador, e Paulo Trigo, ex-quadro da Tranquilidade, a companhia foi ajudada pela venda de dívida pública portuguesa.

 

"Foi a parte financeira que contribuiu para os resultados", diz Diamantino Marques, o presidente da administração da Caravela. Nos seguros, as contas vêm da parte operacional (a diferença entre os prémios e o custo com sinistros, ou mais simplesmente, receitas e custos) e/ou dos resultados financeiros e o "chairman" não tem problemas em dizer que foi, em grande medida, do aumento das receitas na parte dos resultados financeiros que veio o lucro de 2015.

 

Os resultados financeiros subiram de 588 mil euros para 4,4 milhões de euros, sobretudo com a venda de dívida pública, a portuguesa e também de outros soberanos. Mesmo assim, na parte técnica (no ramo não vida, como automóvel, acidentes de trabalho, multirriscos), o saldo foi positivo - cresceu de 1,7 para 4,9 milhões de euros. 

 

Ainda assim, a estrutura de custos cresceu 10,4% para 8,5 milhões de euros, num ano em que a empresa acabou com o "call center" (que passou a ser um serviço externo), permitindo reduzir o quadro em 13 pessoas para 104 funcionários.

 

Depois do pagamento de impostos, chega-se ao referido lucro de 207 mil euros. A seguradora, que comprou os activos dos franceses da Macif em 2014 (herdeira da Euresap e da Sagres), quer quase quadruplicar o resultado líquido ao ascender a 803 mil euros no presente ano. "Objectivos muito ambiciosos mas muito exequíveis", afirmou Paulo Trigo, o presidente executivo, que antes trabalhou na Tranquilidade.

 

Aliás, a Caravela esteve na corrida pela Açoreana mas perdeu para o fundo americano Apollo, que controla precisamente a Tranquilidade. Neste momento, o ímpeto de compras da Caravela está em suspenso, que se diz focada no crescimento orgânico, segundo Paulo Trigo.

 

Ao longo do ano passado, a quota de mercado da Caravela no ramo não vida foi crescendo, tendo começado Janeiro nos 1,3% do mercado e chegando aos 3,5% no final do ano. Para continuar a crescer, uma das apostas vai ser na publicidade e no marketing. 




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