Banca & Finanças Carlos Costa: Lone Star "assume um compromisso de médio prazo com o banco"

Carlos Costa: Lone Star "assume um compromisso de médio prazo com o banco"

A Lone Star tem um compromisso de médio prazo no banco, permite diversificar os investidores, reforçará o capital do Novo Banco. Um passo importante na estabilização do sector financeiro. Assim, explicou, Carlos Costa a venda do banco ao fundo norte-americano.
Carlos Costa: Lone Star "assume um compromisso de médio prazo com o banco"
Miguel Baltazar/Negócios
Alexandra Machado 31 de março de 2017 às 18:10
Uma curta declaração de Carlos Costa, depois de divulgado o comunicado de venda do Novo Banco na CMVM e no site do Banco de Portugal, foi o que selou o que já era dado como certo. "O Banco de Portugal seleccionou hoje a Lone Star para concluir operação de venda do Novo Banco", começou por dizer o governador.

A declaração teria pouco mais de cinco frases. Carlos Costa deu pistas, nessa declaração, sobre a escolha da Lone Star, garantindo tratar-se de um "accionista que assume um compromisso de médio prazo com o banco, dotado de meios para concretizar o plano de desenvolvimento do Novo Banco".

O governador do Banco de Portugal assegura, por outro lado, que "após a conclusão da venda teremos um reforço importante do capital do Novo Banco", pelo que, "face às alternativas, a venda é um passo importante na estabilização do sector financeiro, diversificação dos investidores e, por outro lado, reforça a credibilidade do sector por via do desfecho bem sucedido de um processo de venda aberto, transparente, concorrencial e de alcance internacional".

Com este enquadramento, o Banco de Portugal "seleccionou a Lone Star para concluir a operação de venda do Novo Banco", tendo a operação de venda concretizado-se "após recomendação do Banco de Portugal ao Governo e trabalho conjunto que se seguiu e que envolveu negociações com a Comissão Europeia e com o BCE". 

Carlos Costa fez ainda questão de salientar que esta assinatura permite que "seja cumprido o prazo de venda fixado nos compromissos assumidos pelo estado junto da Comissão Europeia", que pretendia uma solução até 3 de Agosto de 2017.

Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, fez uma declaração no Banco de Portugal, sem direito a perguntas dos jornalistas, sobre a venda do Novo Banco, tendo surgido ao lado de Elisa Ferreira, administradora do supervisor, e de Luís Máximo dos Santos, que preside ao Fundo de Resolução, que é o detentor do capital do Novo Banco desde que este foi criado, em resultado da resolução do BES em Agosto de 2014.

Apesar de envolvido nas negociações, Sérgio Monteiro, ex-secretário de Estado dos transportes, não esteve presente nesta declaração do Banco de Portugal.

(Notícia actualizada com mais declarações de Carlos Costa e altera título)



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