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Carlos Costa acusa Grupo Espírito Santo de "esquema de financiamento fraudulento"

O governador do Banco de Portugal voltou a insistir que irá tirar as consequências que houver a tirar, mesmo que de índole criminal, em relação à anterior administração, nomeadamente Ricardo Salgado e Morais Pires.

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Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 03 de Agosto de 2014 às 23:49
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O governador do Banco de Portugal acusou o Grupo Espírito Santo de ter protagonizado práticas fraudulentas. Carlos Costa voltou a insistir que irá tirar as consequências que houver a tirar, mesmo que de índole criminal.

 

"O Grupo Espírito Santo, através de entidades não financeiras não sujeitas à supervisão do Banco de Portugal, situadas em muitos casos em jurisdições de difícil acesso, desenvolveu esquemas de financiamento fraudulento entre as empresas do grupo", disse o governador do Banco de Portugal numa declaração sem direito a perguntas feita este domingo, 3 de Agosto.


Carlos Costa recorreu à "experiência internacional" para defender que "esquemas deste tipo são muito difíceis de detectar". Tal só acontece quando já estão em ruptura. Nesse sentido, referiu que foi o Banco de Portugal a "identificar uma ponta do problema" quando pediu uma inspecção aos principais clientes dos principais bancos portugueses.

 

O Banco de Portugal detectou um problema no Grupo Espírito Santo que acabou por desencadear descobertas e reconhecimentos de perdas noutras sociedades do seu universo – e, por isso, tentou separá-las do Banco Espírito Santo, do qual o grupo era o principal accionista. "Se não tivesse havido acção do Banco de Portugal no sentido de isolar o banco e evitar esta persistência de práticas indesejáveis, teríamos um avolumar de problemas".

 

Além disso, Carlos Costa referiu um "conjunto de actuações que violaram claramente as determinações emitidas pelo Banco de Portugal". Estas operações, realizadas pela administração do banco e que nunca foram comunicadas ao Banco de Portugal "por qualquer dos titulares dos órgãos de gestão ou fiscalização do BES, tiveram um impacto negativo de 1.500 milhões de euros na conta de resultados do primeiro semestre". O BES teve prejuízos de 3.577 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano.

 

Assim, repetiu mais uma vez o líder do regulador, "a avaliação das responsabilidades individuais do anterior presidente da administração [Ricardo Salgado], do administrador com o pelouro financeiro [Amílcar Morais Pires] e dos outros membros da comissão executiva que entretanto renunciaram aos cargos, vai ter lugar no contexto da auditoria forense que foi determinada pelo Banco de Portugal".

 

"Caso se confirme a prática de ilícitos, serão extraídas as necessárias consequências em matéria contra-ordenacional e criminal", concluiu Carlos Costa. 

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