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Carlos Costa recusa "interferência" na escolha da nova administração do BES

Foram os dois principais accionistas que optaram por Vítor Bento para a liderança do BES. O antigo presidente do SIBS escolheu João Moreira Rato. O regulador só avaliou a sua idoneidade, recusando qualquer interferência.

Miguel Baltazar/Negócios
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"Não houve interferência do Banco de Portugal nem de outra qualquer entidade" no processo de escolha dos novos responsáveis da gestão do Banco Espírito Santo, disse no Parlamento o governador do regulador do sector financeiro.

 

Carlos Costa falava sobre a nomeação de Vítor Bento para presidente executivo do BES, acompanhado por João Moreira Rato enquanto administrador com o pelouro financeiro. Decisões que são "dos accionistas", neste caso, dos dois principais accionistas: o Espírito Santo Financial Group, da família Espírito Santo, e o Crédit Agricole.

 

"No dia 5 de Julho, obteve-se uma proposta consensual entre o ESFG e o Crédit Agricole para a escolha por cooptação [sem ida a assembleia geral] dos novos CEO e CFO", relembrou o responsável. A 11 de Julho, foi ainda apresentado José Honório como vice-presidente da instituição financeira. Segundo Carlos Costa, foi Vítor Bento que escolheu João Moreira Rato, anterior presidente do IGCP, para seu administrador financeiro.

 

Mas a entrada em funções destes gestores teve de ser acelerada. "Tendo por base o consenso dos accionistas, o Banco de Portugal determinou a 13 de Julho a aceleração do processo de cooptação e, na mesma data, os novos membros foram cooptados, substituindo os membros da família Espírito Santo". Ricardo Salgado era, há mais de 20 anos, o líder do BES. A turbulência nos mercados, com taxas de juro a subir e acções a cair de forma violenta, levou Carlos Costa a actuar.

 

Paulo Mota Pinto, deputado social-democrata, será votado presidente do conselho de administração na assembleia-geral extraordinária, marcada para 31 de Julho, em que os nomes agora cooptados são votados.

 

O Banco de Portugal diz não ter tido qualquer interferência nestas escolhas. "Limitei-me a verificar do ponto de vista da idoneidade", disse Carlos Costa aos deputados. Já ontem a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, assegurou não ter tido qualquer papel nesta escolha.

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