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Catalães ao lado de Ulrich para tirar limite aos direitos de voto

O Caixabank, o accionista penalizado pela blindagem existente nos estatutos do BPI, aprova o fim desses limites, proposto pela gestão de Fernando Ulrich. Só depois da decisão sobre o tema saberá o que fazer à actual posição de 44%.

Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 04 de Fevereiro de 2016 às 22:38
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O Caixabank congratula-se com a proposta da equipa de Fernando Ulrich, feita esta quinta-feira, para acabar com a limitação aos direitos de voto no Banco BPI.

 

"O CaixaBank tem expressado, nos últimos anos, a sua posição favorável à eliminação do ‘voting cap’ [limite aos votos] e, nesse sentido, valora positivamente, pelas razões indicadas no comunicado do BPI, a decisão que tomou o conselho de administração do BPI", assinala, em comunicado ao regulador espanhol (CNMV), o banco espanhol que tem 44% do capital do banco mas só pode votar por 20%.

 

Esta quinta-feira, o BPI anunciou que vai convocar os seus accionistas para se pôr um fim a esta limitação imposta nos seus estatutos que, na prática, tem permitido que o segundo maior accionista, a Santoro, de Isabel dos Santos, possa vetar as decisões estratégicas no banco.

 

Aliás, a proposta da comissão executiva do BPI, aprovada depois pela administração, diz mesmo que ao acabar com o limite, poderá "dispor de todos os instrumentos possíveis para lidar com os desafios". "Um desses instrumentos é o acompanhamento e envolvimento de actuais e futuros accionistas na actividade do banco, seja no que respeita ao apoio ao financiamento da sua actividade e da respectiva expansão, seja no que respeita ao suporte da participação do banco em eventuais operações de concentração", aponta o comunicado do banco português. 

 

Caixabank decide posição após assembleia

 
Já o comunicado do Caixabank, além de valorar positivamente a proposta de Ulrich, assinala que, neste momento, não há qualquer decisão sobre a sua posição no BPI.

 

"O CaixaBank tomará as decisões que considere apropriadas e comunicá-las-á ao mercado oportunamente em função do resultado da votação da assembleia geral sobre a eliminação do ‘voting cap’ e de outras circunstâncias que possam ser relevantes", anuncia a instituição catalã.

 

A empresária angolana Isabel dos Santos tem tido uma palavra a dizer sobre as operações em torno do BPI e tem de aprovar a própria desblindagem dos estatutos para esta poder avançar. Aliás, a própria impediu o fim da limitação que era essencial para que a oferta pública de aquisição lançada pelo Caixabank se concretizasse no ano passado. 

Entretanto, o Negócios já deu conta que a empresária está contra esta desblindagem nas actuais condições propostas. 

Esta sexta-feira, haverá uma assembleia-geral do BPI mas não sobre a desblindagem dos estatutos: em cima da mesa, está a separação dos activos africanos (para que o banco português reduça a exposição, considerada excessiva pela redução, a Angola). Uma proposta sobre a qual Isabel dos Santos se tem mostrado contra. 



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