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Cenário mais adverso dos testes de stress assume queda da economia portuguesa de 0,8%

A EBA já determinou quais os cenários que serão considerados para submeter a banca europeia a testes de stress. No caso português, o PIB pode cair 0,8% este ano e a taxa de desemprego superar os 18% em 2015. Mas este é o pior cenário considerado.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 29 de Abril de 2014 às 16:58
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A autoridade bancária europeia (EBA) já traçou os cenários que servirão de base aos novos testes de stress. São 124 os bancos da União Europeia que serão avaliados. Os resultados finais são divulgados em Outubro, de acordo com a informação divulgada esta terça-feira, 29 de Abril, pela autoridade.

 

Os testes vão partir de um cenário base e avaliam a capacidade dos bancos assimilarem o impacto de alguns choques, nomeadamente desvios “do crescimento do PIB, da inflação, do desemprego, das taxas de juro e dos preços das acções” face ao cenário base. 

 

O cenário mais adverso para Portugal pressupõe que a economia portuguesa contraia 0,8% este ano, quando o cenário base aponta para um crescimento da economia de 0,8%. Uma previsão inferior à estimada pelo Governo e pela troika no âmbito da 11ª avaliação do programa de resgate (1,2%).

 

2015 é o ano mais “arriscado”, já que o cenário mais difícil aponta para uma quebra de 2,3% do PIB, enquanto o cenário base projecta um crescimento económico de 1,5%. Para 2016, a queda mais ampla admitida é de 1,1%.

 

No que respeita à taxa de desemprego, o cenário mais adverso admite que este indicador avance para 17,2% este ano, quando o cenário base é de 16,8%. Um valor que, neste contexto, sobe para 18,2%, em 2015 – o do cenário base é de 16,5%.

 

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