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CEO da CGD: "Não há economia para tanta banca" em Portugal

O sector bancário em Portugal vai ter de encolher. A Caixa Geral de Depósitos não é excepção. António Domingues vai ter de cortar pessoal, alerta o seu antecessor José de Matos.  

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 27 de Julho de 2016 às 18:39
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"Não há economia para tanta banca. É assim a vida". José de Matos admite que o sector vai ter de reduzir a sua presença em Portugal num processo em que o banco público não vai escapar.  


O aviso foi deixado na audição desta quarta-feira, 27 de Julho, da comissão parlamentar de inquérito à Caixa Geral de Depósitos. "Os bancos vão ter de encolher. Todos eles vão ter de reduzir-se. A Caixa também vai. Tem de haver uma redução da banca", disse o ainda presidente executivo da instituição financeira.  


Em relação à Caixa, José de Matos deixou mesmo um conselho ao seu sucessor, António Domingues, que ainda aguarda autorização do Banco Central Europeu para que a sua equipa de gestão assuma funções: "O que nós fizemos foi um bom princípio nesse sentido mas a próxima gestão vai ter de continuar a fazer, provavelmente até a um ritmo mais acelerado, se quiser ter resultados mais cedo".  


José de Matos quis dizer aos deputados, no entanto, que este "não é um problema português", lembrando a digitalização dos serviços bancários, mantendo uma postura que tem sido defendida por todos os bancos que têm vindo a cortar no quadro de pessoal a acompanhar a redução das agências físicas.

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