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CEO de banco austríaco devolve 40% da remuneração por achar que recebe demasiado

Herbert Stepic considera que a devolução é o seu contributo para o pacote de corte de custos no Raiffeisen Bank International.

Bloomberg
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 09 de Abril de 2013 às 17:24
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As remunerações pagas a administradores “podem acabar por ser demasiado elevadas”. Essa é a razão para que o presidente executivo do austríaco Raiffeisen Bank International tenha devolvido 40% do seu pagamento de 2012.

 

Dos 4,9 milhões de euros que recebeu de remuneração face ao seu desempenho no ano passado, Herbert Stepic quis devolver 2 milhões. O pacote pago ao CEO do Raiffeisen incluía o salário, um bónus pelos resultados de 2011 e ainda um programa de incentivo em acções – este último será o mais significativo, devido a um aumento das acções nos anos mais recentes, segundo a Reuters.

 

Stepic quis explicar qual o motivo para a decisão e fê-lo em carta aos seus trabalhadores, a que o “Financial Times” e a Reuters tiveram acesso: “[O montante em causa] não está nem de acordo com as minhas crenças nem com a base de valores do grupo Raiffeisen”.


“Considero este passo como uma obrigação moral tanto para com a organização, para a qual tenho trabalho com grande compromisso há mais de 40 anos, como para com os funcionários”, explicou o CEO do banco austríaco.

 

Para Stepic, esta devolução é o seu “contributo” para as “rigorosas medidas de poupanças de custos” impostas no banco.

 

Apesar da devolução, o banqueiro não deixa de sublinhar que a sua remuneração “é significativamente inferior à média de 6,5 milhões de euros pagos pelas empresas incluídas no índice Euro Stoxx 50”.

 

As contas do banco relativas a 2012 serão divulgadas amanhã, 10 de Abril, sendo que, segundo o “Financial Times”, vão divulgar, pela primeira vez, as importâncias recebidas por cada um dos administradores. Até aqui, só era revelado o valor global pago à administração.

 

Os pagamentos a banqueiros e bancários correspondem a uma questão que tem estado no centro da discussão na Europa. Em Março, o Parlamento Europeu aprovou a nova regulação referente aos bónus pagos no sector financeiro, limitando os prémios a duas vezes o salário-base.

 

Ao limitarem-se os prémios, os legisladores europeus pretendem impedir a tomada de risco em excesso, um receio causado pela proximidade do colapso do norte-americano Lehman Brothers e pela obrigatoriedade de injectar capital nos bancos europeus nos últimos anos, como modo de impedir falências.

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