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CEO do JPMorgan diz que ser americano no estrangeiro "é quase embaraçoso"

Acabado de chegar aos Estados Unidos depois de uma viagem pelo estrangeiro, Jamie Dimon considera que "é quase embaraçoso ser americano e viajar à volta do mundo".

1 – Jamie Dimon. O CEO do JPMorgan obteve um rendimento de 27,6 milhões de dólares em 2015, acima dos 20,2 milhões de dólares em 2014, ano em que estava em terceiro lugar.
reuters, bloomberg
Negócios com Bloomberg 14 de Julho de 2017 às 15:51
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No dia em que o JPMorgan apresentou uma melhoria dos lucros no segundo trimestre, o CEO do banco fez uma declaração surpreendente ao afirmar que é quase embaraçoso ser norte-americano e viajar à volta do mundo".

 

Acabado de chegar de uma viagem pelo estrangeiro, Jamie Dimon criticou a comunicação social dizendo, durante uma conferência com analistas, que não tem paciência para ouvir as "porcarias estúpidas" com que os americanos têm de lidar.

 

Para Dimon, os media deviam focar-se nas questões relevantes para a nação em vez dos caprichos de Wall Street com que habitualmente se entretêm.

 

"Os Estados Unidos têm de começar a focar-se em políticas que sejam boas para todos os americanos e isso são infra-estruturas, regulação, taxas e educação", atirou o CEP do banco norte-americano com maior carteira de créditos.

 

"O porquê de vocês (media) não escreverem sobre isso todos os dias ultrapassa-me completamente", acrescentou.

 

Depois destas palavras, um jornalista questionou Jamie Dimon sobre se estas declarações resultaram de frustração com a administração liderada por Donald Trump. "Não", respondeu Dimon que garantiu que "esta frustração é consigo". 

Entre Abril e Junho, o JPMorgan obteve lucros de 7 mil milhões de dólares
 (6,1 mil milhões de euros), ou 1,82 dólares por acção, resultado que superou as estimativas dos analistas consultados pelas agências Bloomberg e Reuters que antecipavam um lucro médio de 1,58 dólares por acção.

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