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CEO do Deutsche Bank descarta aumento de capital e ajuda do Governo

Em entrevista ao jornal alemão Bild, John Cryan garantiu que a hipótese de realizar um aumento de capital não se coloca, neste momento, e que, em nenhuma ocasião, o banco pediu ajuda à chanceler alemã Angela Merkel.

19 - John Cryan. O Co-CEO do Deutsche Bank ganhou 4,7 milhões de dólares em 2015, sendo que assumiu o cargo em Julho do ano passado. Agora lidera o banco sozinho e enfrenta fortes desafios, devido aos prejuízos de 6,8 milhões de dólares obtido no passado e aos receios com o nível de capital do banco.
reuters, bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 28 de Setembro de 2016 às 07:48
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John Cryan, CEO do Deutsche Bank, descarta a necessidade de um aumento de capital no maior banco da Europa e garante não ter pedido ajuda à chanceler alemã Angela Merkel para superar os desafios que a instituição enfrenta.

Segundo a Bloomberg, que cita o jornal alemão Bild, o CEO do Deutsche Bank assegurou numa entrevista que a hipótese de um aumento de capital não se coloca "neste momento" e que aceitar a ajuda do Governo "está fora de questão".

"Em nenhum momento pedi ajuda à chanceler. Nem sequer sugeri nada disso", afirmou, em declarações ao Bild.

As acções do maior banco alemão atingiram esta terça-feira um novo mínimo histórico de 10,18 euros, depois de duas sessões em que os títulos estiveram sob forte pressão devido aos receios dos investidores em torno dos níveis de capital da instituição e da sua capacidade para enfrentar uma pesada multa da justiça norte-americana.

No fim-de-semana, a revista Focus avançou que a chanceler alemã teve um encontro com John Cryan, no verão, em que lhe terá dito  que Berlim não iria intervir na disputa legal que opõe o Deutsche Bank aos Estados Unidos.

 

De acordo com a mesma fonte, Merkel terá também descartado conceder uma ajuda estatal ao banco.

 

Ao Bild, Cryan reiterou que o banco cortou riscos, tem capital suficiente e que as preocupações sobre os potenciais custos do litígio com as autoridades norte-americanas são exageradas. Os Estados Unidos pretendem multar a instituição em 14 mil milhões de dólares (12,5 mil milhões de euros) para encerrar um processo ligado aos créditos imobiliários de baixa qualidade ('subprime'), que provocaram a crise de 2008.  

  

A potencial coima de 14 mil milhões de dólares é mais do dobro da provisão de 5,5 mil milhões de euros que o banco alemão constituiu para fazer face estas questões legais.

 

"Ficou claro desde o início que não iríamos pagar esta quantia. O Departamento de Justiça irá tratar-nos com a mesma imparcialidade que tratou os bancos americanos que já acordaram um compromisso", concluiu Cryan.

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