Banca & Finanças CGD quer que dividendos sejam os primeiros de "uma longa série"

CGD quer que dividendos sejam os primeiros de "uma longa série"

O banco estatal vai pagar 200 milhões de euros ao Estado. Para Paulo Macedo estes serão os primeiros dividendos de "uma longa série". 
CGD quer que dividendos sejam os primeiros de "uma longa série"
Pedro Ferreira/Cofina
Rita Atalaia 08 de maio de 2019 às 12:51

O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD) pretende que os dividendos que vai agora entregar ao Estado sejam os primeiros "de uma longa série" de pagamentos.

 

"Terá de ser o nosso empenho [pagar dividendos], [o objetivo] é ser uma longa série e sobretudo pôr os portugueses mais exigentes com o retorno" do investimento do Estado na CGD, disse Paulo Macedo, na Conferência CEO Banking Forum, organizada pela SIC Notícias e o Expresso, no campus da Nova SBE, em Carcavelos.

 

O banco público vai entregar 59% dos lucros de 2018 ao Estado na forma dividendos. O pagamento já tem luz verde do Banco de Portugal, BCE e Direção-geral da Concorrência em Bruxelas.

 

De acordo com o relatório e contas da CGD para 2018, o banco indica que reservou 200 milhões de euros para o pagamento de dividendos.

 

Este valor corresponde ao que já era esperado pelo Governo e que Paulo Macedo, o presidente executivo da Caixa, já tinha considerado ser "plausível" ainda em outubro. A última vez que o banco público pagou dividendos foi em 2010.

 

A proposta para entregar 200 milhões de euros será votada na assembleia-geral anual, que se vai realizar no final deste mês. Para Paulo Macedo, o Estado terá de ser ressarcido, uma vez que a recapitalização de quase 5 mil milhões de euros foi feita como se "de um investidor privado se tratasse". 

 

"É feito como investimento e não como dotação a fundo perdido ou custo corrente. E nesse sentido o anúncio da CGD de haver distribuição de dividendos ao Estado", afirmou Macedo.




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