Banca & Finanças CGD sobre ex-gestores ligados a Vale do Lobo: "Casos mais importantes estão já a ser tratados"

CGD sobre ex-gestores ligados a Vale do Lobo: "Casos mais importantes estão já a ser tratados"

Paulo Macedo afirma que a Caixa já começou a receber as respostas de alguns ex-administradores ligados ao empréstimo a Vale do Lobo. O caso será depois entregue ao acionista Estado, a quem caberá decidir os próximos passos.
CGD sobre ex-gestores ligados a Vale do Lobo: "Casos mais importantes estão já a ser tratados"
Miguel Baltazar/Negócios
Rita Atalaia 08 de novembro de 2019 às 20:03
Paulo Macedo, presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), diz já ter começado a receber as respostas de alguns dos ex-administradores que estiveram envolvidos na concessão de créditos ao empreendimento Vale do Lobo. O gestor garante que os "casos mais importantes já estão a ser tratados". 

"A Caixa já tem as respostas de uns [ex-administradores], ainda não tem de outros", explicou Paulo Macedo na apresentação dos resultados da CGD para os primeiros nove meses do ano, quando o banco registou lucros de 640 milhões de euros. 

O gestor disse ainda que as "respostas estão agora a ser analisadas pelos advogados da Caixa". O banco quer "ouvir todos" e só depois "fazer chegar uma resposta ao acionista, que é o responsável por alguma ação" a ser adotada, esclareceu. E garantiu: os "casos mais importantes já estão ser tratados". 

Carlos Santos Ferreira, Maldonado Gonelha, Armando Vara, Francisco Bandeira, Norberto Rosa, Celeste Cardona, Vítor Fernandes, Rodolfo Lavrador e Carlos Costa. Estes são os ex-administradores da Caixa Geral de Depósitos que arriscam enfrentar uma ação judicial do banco público por causa do negócio relativo ao empreendimento turístico Vale do Lobo, que gerou perdas de 228 milhões de euros, conforme escreveu o Económico em julho. 

Em causa está um financiamento de 194 milhões de euros ao projeto e a posterior entrada do banco na Wolfpart, a sociedade gestora do empreendimento de luxo algarvio, em que deteve uma participação de 25%. Esta é uma das operações que estão a ser investigadas pela justiça e também foi uma das mais discutidas ao longo da comissão parlamentar de inquérito à gestão do banco estatal, ainda que tenham ficado várias incógnitas por resolver.




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