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CGD vai apresentar prejuízos em 2012 e 2013

Os resultados líquidos da Caixa Geral de Depósitos (CGD) referentes a 2012 vão ser negativos, revelou hoje o presidente executivo do banco público, José de Matos, antecipando que os prejuízos se estendam também para este ano.

Lusa 17 de Janeiro de 2013 às 18:19
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"Continuamos com uma rentabilidade negativa, devido às provisões e às imparidades, e, em 2012 e em 2013, vamos continuar a ter resultados líquidos negativos", afirmou o banqueiro, na sua intervenção na cerimónia de entrega dos prémios para as 1000 melhores PME (pequenas e médias empresas) da revista Exame.

 

Em 2011, a CGD registou um prejuízo histórico de 488 milhões de euros e, nos primeiros nove meses de 2012, acumulou um resultado líquido negativo de 130 milhões de euros. As contas do exercício completo de 2012 ainda não são conhecidas, mas o responsável veio agora admitir que serão novamente apresentados prejuízos.

 

José de Matos realçou que, apesar do banco público prever a manutenção da onda de prejuízos, estes "não têm nada a ver com a solidez" da CGD, que se reforçou no último ano.

 

"Estamos com um rácio core tier one [rácio do capital próprio do banco face aos seus activos] de 11,8%", realçou o gestor, sublinhando que "a situação financeira da CGD melhorou significativamente no último ano".

 

O presidente executivo do banco estatal frisou que, nos últimos tempos e após uma longa ausência, a CGD já foi ao mercado duas vezes.

 

"E não serão as únicas [operações de emissão de dívida]. Aparecemos como um risco ajustado e atractivo", considerou, apontando para o sinal positivo dado pelo facto de a procura nestas operações ter ultrapassado a oferta disponível de títulos.

 

Sobre a situação de Portugal, José de Matos disse que "há alguns sinais positivos", como a desalavancagem da economia e a redução das taxas de juro na dívida pública, que servem de referencial ao risco do país.

 

E aplaudiu "o ajustamento da economia e das finanças públicas" em curso, que, no seu entender, estão a produzir efeitos junto dos investidores internacionais.

"Os mercados têm sido consistentes na redução da percepção dos riscos" relacionados com Portugal, defendeu.

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